Fiéis a Mensagem da Cruz


Tema: Fiéis a Mensagem da Cruz.

Itapema – Bom Caminho 08/03/2015

Régis Duarte Müller

3° Domingo na Quaresma – 08/03 a 15/03/2015

  Textos Bíblicos: Salmo 19; Êxodo 20.1-17; 1 Coríntios 1.18-31; João 2.13-22(23-25)

No ano de 2006, um famoso etólogo e biólogo evolutivo, chamado Richard Dawnkins, escreveu um livro intitulado: “Deus, um delírio”. Seu objetivo com o livro é fazer com que as pessoas deixem de crer, se torne ateias.

Apesar de ser um livro que deu o que falar talvez muitos não tenham dado tanta importância para ele, talvez nem saibam da sua existência ou a respeito do seu conteúdo que coloca em xeque o Deus Criador. Se você não tinha conhecimento desse ataque aos cristãos, sem dúvida todos tem conhecimento de outro fato contra a Cruz que aconteceu há alguns anos atrás em nosso país, quando os crucifixos foram retirados de repartições públicas com a explicação de que o estado é laico.

No entanto, ataques contra a mensagem da cruz não são ‘privilégios’ dos crentes de nosso tempo, mas é uma realidade presente no mundo desde a vinda de Cristo. Afinal, desde que Jesus Cristo nasceu é perseguido, até que finalmente foi morto em uma cruz. Assim, também, ainda hoje, cristãos são perseguidos por causa da fé que possuem.

A ‘sabedoria’ do mundo é uma das formas de ataque aos cristãos, e que não é recente. Por isso o Apóstolo Paulo há muito tempo atrás relatou em 1 Co 1.18ss: “De fato, a mensagem da morte de Cristo na cruz é loucura para os que estão se perdendo; mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus. Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Destruirei a sabedoria dos sábios e acabarei com o conhecimento dos instruídos.””.

Paulo diz isso a uma Igreja pequena, composta em sua maioria de pessoas simples de origem gentia e recente conversão, e que estava submetida a fortes tensões espirituais e morais. A Igreja havia se dividido, alguns eram partidários de Apolo, outros de Cefas, alguns de Paulo e outros de Cristo (1Co 1.12). Não bastasse isso, eles ainda eram influenciados por suas antecedências e seus costumes pagãos, como a prática da imoralidade. Era necessário lembra-los também de determinadas afirmações básicas da fé, pois estavam sendo influenciados pela sabedoria do mundo e esquecendo que somente Cristo é o fundamento para a salvação. Tudo isso precisava ser corrigido na pequena Igreja de Corínto para que o povo voltasse a ser fiel è mensagem da cruz de Cristo..

A Igreja de corínto não percebia que estava sendo influenciada pelo mundo e que estava tendo práticas imorais e contrárias aos ensinamentos de Deus. Alguma semelhança com a Igreja de nossos tempos? Pois bem, na Igreja de hoje também acontecem divisões, e da mesma forma como a Igreja de Corínto era influenciada, nós também somos influenciados. Influenciados por Richard Dawnkins; Influenciados pelos grupos anticristãos que apelam à força para retirar de ambientes públicos símbolos cristãos; influenciados pelos governos que limitam a ação dos cristãos e tentam inserir leis que contrariam as Leis de Deus. Diante de tudo isso, qual a nossa ação? Diante de tudo isso, o que nós fazemos? Ficamos calados na zona de conforto da nossa casa, às vezes murmurando contra os problemas como se isso fosse resolver!

Confessa_JesusEnquanto permanecemos calados, na zona de conforto ou murmurando estamos simplesmente absorvendo o pensamento do mundo e NEGANDO a Cristo. Negar a mensagem da cruz tem consequências, como vemos: “Portanto, se nesta época de incredulidade e maldade alguém tiver vergonha de mim e dos meus ensinamentos, então o Filho do Homem, quando vier na glória do seu Pai com os santos anjos, também terá vergonha dessa pessoa” (Marcos 8.38).

Muitos cristãos espalhados pelo mundo estão morrendo enquanto fazem sua Confissão de Fé. Apesar de não haver ataques contra a integridade física dos cristãos de nosso país, nós estamos constantemente sendo atacados. Somos atacados através do livro de Dawnkins e que está acessível a todos; estamos sendo atacados por grupos que conseguiram tirar símbolos cristãos de compartimentos públicos, estamos sendo atacados por práticas imorais relacionadas à sexualidade, por pessoas que tentam levar vantagem de outras como vem acontecendo em nosso governo, por aqueles que não fazem suas declarações corretamente… De uma forma bem simples: Por todos aqueles que agem de forma contrária aos mandamentos que Deus entregou ao povo em Êxodo 20. Por causa de tudo isso nós merecemos ser castigados, já neste mundo com a prisão, com o bloqueio de bens… E na eternidade, com o inferno.

O grande objetivo dos nossos inimigos é corromper o povo de Deus. Para isso o diabo se utiliza da nossa natureza fraca, das tentações ambiciosas do mundo, e parece que está conseguindo, pois os cristãos estão agindo do jeito que o diabo gosta e se afastando da mensagem da cruz de Cristo.

Mas, apesar de todas essas influencias, nós AINDA somos povo de Deus e em nosso coração ainda se encontra a fé, nem que seja pequena como um grão de mostarda. E por isso, podemos nos confortar com a promessa de que Deus estará conosco até a consumação do século. É o próprio Jesus quem nos afirma isso em Mateus 28.20: “E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.”

Nós cremos na mensagem da cruz que é loucura e salvação. Ainda que existam aqueles que desejam destruir o cristianismo, Deus não irá permitir. Sua mensagem continuará sendo pregada e anunciada, levando a todas as pessoas a mensagem de Deus, Delírio para uns, mas salvação através da mensagem da cruz para outros.

Quando, finalmente, deixarmos este mundo, as palavras do Apóstolo Paulo farão todo sentido às pessoas, inclusive para aqueles que não creram: “Então, o que poderão dizer os sábios e os instruídos? O que vão dizer os grandes oradores deste mundo? Deus tem mostrado que a sabedoria deste mundo é loucura” (1Co 1.20). Deus não se tornou conhecido às pessoas através da razão humana, mas fez isso por meio da mensagem que é anunciada, a qual é considerada ‘louca’.

Além do mais, parece que Paulo já sabia que isso iria acontecer, como vemos: “Para envergonhar os sábios, Deus escolheu aquilo que o mundo acha que é loucura; e, para envergonhar os poderosos, ele escolheu o que o mundo acha fraco” (1Co 1.27). Ou seja, a mensagem da Cruz de Cristo.

O povo de Corínto conhecia a Palavra de Deus, mas Paulo precisava lembra-los e exortá-los, pois estavam deixando de praticar os ensinos que haviam recebido.

E você? Como está sua vida? Quais são suas práticas? Como está a sua fé e fidelidade à mensagem da Cruz de Cristo?

Lembre-se: Jesus Cristo foi considerado inútil, e por você Ele foi maltratado e levado à morte. Hoje o cristianismo também tem sofrido ataques parecidos, pessoas são condenadas à morte, símbolos cristãos proibidos… Mas a mensagem da cruz de Cristo continua sendo anunciada.

Portanto, se você é alvo de perseguição por causa da sua fé, se todas as ideias e ideais do mundo deixam você confuso ou com medo, assustado e intimidado… Saiba que Deus está com você, o próprio Jesus Cristo prometeu isso e alivia nosso coração, pois Ele diz: “Lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28.20). Continue firme em sua fé sendo fiel à mensagem da cruz de Cristo e em tudo aquilo que você aprendeu através da Lei de Deus, dos seus pais e pastores, e sempre procure instrução na palavra de Deus, comunhão com irmãos, perdão dos pecados e participar dos Sacramentos. Pois o único caminho para a vida eterna é crer na mensagem da cruz: loucura para uns, mas salvação para os que confiam.

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Conhecimento: Amor.


Tema: Conhecimento: Amor.

Itapema – Bom Caminho 01/02/2015

Régis Duarte Müller

4° Domingo Ap Epifania – 31/01 a 08/01/2015

      

Textos Bíblicos: Salmo 111; Deuteronômio 18.15-20; 1Corintios 8.1-13; Marcos 1.21-28

Existe uma frase célebre e que é atribuída ao filósofo Sócrates. Quem nunca ouviu ou leu a frase: “Só sei que nada sei”; ou talvez: “Sei de uma coisa: Que eu nada sei”?! Ele diz isso ao perceber que sua sabedoria era limitada à própria ignorância. Como no caso em que ‘Sócrates’ submeteu um político a um exame de conhecimento. Após perceber que Só sei que nada seiaquele homem estava supondo saber, sendo que não sabia, Sócrates afirma:

Mais sábio do que esse homem eu sou; é bem provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um nadinha mais sábio que ele exatamente em não supor que saiba o que não sei” (Os Pensadores, p.38).

O fato é que todos nós temos conhecimento de alguma coisa. Nesse sentido Sócrates entende que sábia é a pessoa que reconhece os limites da própria ignorância. Ou seja, a pessoa que consegue afirmar: Eu não sei.

No entanto, não estamos aqui para falar de filosofia, muito menos para filosofar, mas sim para estudar a Palavra de Deus. Afinal, foi para isso que viemos, foi para isso que Deus disse a Moisés que chamaria profetas do meio de seu povo, e para isso Jesus foi ao Templo. Simplesmente para aprender/ensinar.

Acontece que, ao longo de nossa vivência cristã, nós ‘aprendemos’ muitas coisas. Na Escolinha Dominical com a professora tal; Na instrução com o pastor fulano; No sermão com o pastor cicrano… E Assim por diante…

O próprio Apóstolo Paulo nos ensina, e é ele quem diz uma frase que vai de encontro ao pensamento de Sócrates: “Na verdade, como se diz, “todos nós temos conhecimento””, “Porém esse tipo de conhecimento enche a pessoa de orgulho; mas o amor nos faz progredir na fé” (1Co 8.1). (Aqui, o apóstolo Paulo está falando a respeito dos alimentos que eram oferecidos aos ídolos).lio-7-comida-oferecida-a-dolos-7-728

Os alimentos sacrificados a ídolos podiam ser aqueles que eram vendidos no mercado ou a carne servida em banquetes. Então, quando alguns recém-convertidos participavam das festas e sabiam que os tais ídolos não existiam, eles comiam de tudo, e ainda debochavam daqueles que se sentiam proibidos (Manual Bíblico SBB).

Assim, Paulo faz uma crítica sobre aquelas pessoas que acham que sabem alguma coisa, como o político em ‘O Pensador’. Por isso, Paulo diz: “A pessoa que pensa que sabe alguma coisa ainda não tem a sabedoria que precisa” (1Co 8.2).

Por isso, Paulo sustenta que o AMOR e não o Conhecimento é a base da conduta cristã. Apesar de não existirem ídolos, o pouco conhecimento que haviam adquirido tornou aquelas pessoas orgulhosas, o que impedia um comportamento correto em relação a seus amigos cristãos.

Ora, pois, é claro que o conhecimento é uma coisa boa. Mas ele precisa ser aplicado com sabedoria, a fim de não causar constrangimento, ou pior: Um pecado.

Além do mais, ter conhecimento a respeito dos ensinos da Igreja, da Palavra de Deus ou de Jesus não significa que podemos nos orgulhar e nos achar melhores que outros. Afinal de contas, até os espíritos maus sabem que Jesus é o Santo de Deus: “— O que quer de nós, Jesus de Nazaré? Você veio para nos destruir? Sei muito bem quem é você: é o Santo que Deus enviou!” (Mc 1.24).

O conhecimento sem sabedoria leva as pessoas ao fanatismo e à intolerância. É do conhecimento da inexistência de santos e deuses que surgem atos de vandalismo contra imagens, por exemplo. Que surgem críticas contra a fé de pessoas que guardam o sábado, e assim por diante. Esse conhecimento é prejudicial à vida da igreja, pois esta deve ser movida pelo amor.

O fato é que ‘conhecimento’ até os maus espíritos possuem, mas acontece que os maus espíritos e todos que pecam movidos pelo orgulho do ‘conhecimento’ serão julgados e condenados. Todos serão expulsos e lançados no inferno, onde sofrerão eternamente tendo total ‘conhecimento’ do que a levou para lá.

No entanto, nós não queremos ser condenados, mas queremos ter conhecimento das coisas de Deus e viver esse conhecimento com sabedoria e amor.

Sabedoria e amor são frutos da fé concedidos gratuitamente por Deus. Por isso, diz o salmista: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam. O seu louvor permanece para sempre” (Sl 111.10).

Desta forma, temos em Deus, a fonte de todo o conhecimento, sabedoria e amor. É a Ele que devemos buscar diante da nossa ignorância, falta de fé e pecados. Por isso, João escreve: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1Jo 4.8). Lutero explica: “Conhecer a Deus é conhecer, ao mesmo tempo, seu amor. Deus, que foi reconciliado mediante Cristo, nos ama e é tão somente amor, assim como ele era, antes da propiciação, tão somente ira contra nós. É assim que ele quer ser conhecido por nós, não como juiz irado, mas como Pai reconciliado. Quem não sabe que tem um Pai propício não conhece a Deus” (OS 11, 515).

amor-de-deusSendo assim, o grande conhecimento que precisamos ter é a respeito do que Ele fez por nós, ou seja: Ele nos reconciliou por meio de Cristo, nos redimiu dos pecados e nos deu a vida eterna.

Assim como nós temos esse conhecimento, esse é o conhecimento que todas as pessoas precisam ter: Que Jesus Cristo é o Senhor. Jesus Cristo é aquele que veio ao mundo com a autoridade e poder que pertencem unicamente a Deus, e diante deste mundo cheio de incertezas, ele nos dá uma certeza, uma bela certeza: Ele nos ama e quer salvar todas as pessoas.

Nem todos conhecem essa verdade. Deus dá a oportunidade de falarmos sobre tudo o que ele fez em nossa vida, de tudo que ele faz. O que você fala a respeito de Jesus a seus amigos e conhecidos? Foi através da fala e do compartilhar de experiências que Jesus se tornou conhecido por nós. Através daquilo que falamos Jesus também se tornará conhecido por outras pessoas.

Sócrates disse: “Só sei que nada sei”. Com isso ele afirma que pelo sabe que nada sabe. Nós cristãos, podemos dizer: Ao menos uma coisa eu sei: Que Deus é amor.

Assim como Deus nos amou enviando seu filho e perdoando nossos pecados, vamos amar o nosso próximo e respeitar suas limitações, buscando, em amor, ajuda-los em suas necessidades, a fim de vivermos no temor do Senhor, seguindo seus ensinos e sua Palavra.

Seguidores de Cristo.


Tema: Seguidores de Cristo.

Itapema – Bom Caminho 24/01/2015

Régis Duarte Müller

3° Domingo Ap Epifania – 24/01 a 31/01/2015

      

Textos Bíblicos: Salmo 62; Jonas 3.1-5,10; 1Corintios 7.29-31(32-35); Marcos 1.14-20

Quando abrimos uma conta no Facebook, lá encontramos a opção ‘seguir’, onde temos a seguinte informação: Seguir

seguir-en-facebook“Ao seguir alguém, você vê as publicações da pessoa em seu Feed de Notícias. Você automaticamente segue as pessoas que são suas amigas. Também é possível seguir as publicações de pessoas nas quais você tem interesse ou permitir que quem não é seu amigo veja suas publicações no próprio Feed de Notícias”.

Essas são as informações que encontramos na Central de Ajuda do Facebook a respeito do ‘seguir’, sejam amigos ou não. Mas, o que significa seguir alguém? No mundo virtual significa que você vai receber as publicações daquela pessoa em sua própria feed de notícias do facebook. E na vida real, ou melhor, na vida ESPIRITUAL, a quem nós seguimos?

Nossos textos nesta semana falam a respeito do que seguimos: O povo de Nínive que seguia um caminho errado, contrário às vontades de Deus, e que estava ameaçado por Deus de ser destruído; No Evangelho Jesus começa seu Ministério e chama os primeiros discípulos para segui-lo. E, o Apóstolo Paulo que chama a atenção a respeito da vida no mundo, a qual é passageira, e por isso aconselha todos a seguirem a Jesus.

Diante destes relatos nós somos submetidos a pensar sobre a nossa vida, afinal, a quem estamos seguindo? Quais são as nossas prioridades? Temos dado importância em demasia para as coisas do mundo?

É comum as pessoas abrirem mão de Deus para cuidarem dos negócios, dos bens, muitos combinam encontros de família nos horários de cultos, será que nós também somos assim? Será que nós também deixamos de ir à casa de Deus para cuidar de coisas particulares e passageiras?

Quando Jesus Cristo começou seu Ministério o rei Herodes havia calado a voz de João Batista colocando-o em uma prisão. Hoje, pelo mundo, muitas vozes são caladas por reis, autoridades ou religiões que prendem, torturam e até matam pessoas que anunciam Jesus Cristo, assim como aconteceu dias atrás no Níger.níger

Muitas vezes a nossa voz é calada pelo preconceito velado que encontramos em nosso país. Omitimos nossa fé para não sermos considerados ‘caretas’ ou ‘crentes’. Contudo, é importante nos lembrarmos do que Jesus nos diz: “Se uma pessoa disser publicamente que não pertence a mim, eu também, no Dia do Juízo, direi diante do meu Pai, que está no céu, que ela não pertence a mim” (Mt 10.33). Afinal, a quem nós seguimos?

Nós temos dois caminhos: Podemos seguir a Jesus Cristo, ou podemos seguir o mundo e suas ilusões. Quem segue o mundo nega a Jesus Cristo e por isso o próprio Jesus o negará diante do Pai, no juízo, pois quem não se arrepende dos pecados será julgado e condenado.

No entanto, “Se confessarmos nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: Ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade” (1Jo 1.9).

Deus, em seu poder e graça concede a todos que se arrependem o perdão. Isso fica claro nos textos desta semana, quando ouvimos a respeito do poder e da graça de Deus, poder que poderia ter destruído Nínive, mas pela pregação de arrependimento de Jonas se tornou graça plena diante daquele povo. E também ouvimos a respeito da importância de seguir a Jesus dedicando-se exclusivamente a ele. Ora, pois, Deus quer mostrar que o mundo vai passar, que as coisas deste mundo irão passar, até mesmo o casamento ou os bens, e que por isso, precisamos estar bem próximos de Deus e crer em Jesus Cristo, pois ele é o único salvador, o único Senhor a quem devemos seguir.

perdoadoAté porque, nós seriamos destruídos como Nínive por causa dos nossos pecados, mas diante da pregação que gera em nosso coração o arrependimento, nós recebemos o consolo e o perdão de Deus. Desta forma Deus nos faz conhecer o seu amor e a sua fidelidade que enchem nosso coração com paz e perdão.

Perdoados dos nossos muitos pecados e cheios do amor de Deus vivemos em paz, e por isso, orientados pelo Espírito Santo nos tornamos seguidores de Cristo.

É como seguidores de Cristo que aprendemos a cuidar com responsabilidade das coisas neste mundo: Da família, dos bens e de tudo mais. Contudo, sempre dando prioridade e colocando Deus em primeiro lugar.

Afinal de contas, a vida neste mundo é passageira. Por isso, Deus quer que vivamos para Ele e não para o mundo. Deus não quer que sejamos seguidores virtuais, mas que o sigamos no dia a dia de nossa vida. Seguir a Jesus significa pegar o caminho certo, o bom caminho. Ser seguidor de Cristo é cuidar da vida com responsabilidade: Ou seja, dos negócios, da família… Mas nunca deixar de dar importância para Deus, pois somente com Cristo poderemos seguir o caminho que leva ao céu.

Ao mesmo tempo em que seguimos a Cristo, somos motivados a manifestar ao mundo o seu amor. Chamando as pessoas ao arrependimento, pois o arrependimento é seguido da graça e do perdão de Deus. Você quer ser um seguidor de Cristo? Portanto, arrependa-se dos seus pecados e creia em Jesus. “Pois todo aquele que crer em Jesus, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). Amém.

Graça Abundante


Tema: Graça Abundante.

Itapema – Bom Caminho 11/01/2015

Régis Duarte Müller

1° Domingo Ap Epifania – 11/01 a 18/01/2015

Textos Bíblicos: Salmo 29; Gênesis 1.1-15; Romanos 6.1-11; Marcos 1.4-11

Graça Abundante. Bom, abundância todos nós sabemos o que significa. É o exagero, o muito, a fartura. Mas o que significa graça? O que seria um exagero de Graça? Uma fartura de graça? O que seria muita graça? Para ter essas respostas precisamos saber o que é graça. Portanto, vamos lá… Segundo os dicionários mais conhecidos graça significa: Favor, perdão, benevolência, concessão de bondade a alguém que não tem direito… Talvez em termos ou fatos que demonstrem isso com mais clareza, poderíamos entender graça como os indultos concedidos aos presos em festividades do ano como natal, ano novo, dia dos pais e das mães, finados. Podemos chamar o indulto de graça porque é algo que o preso não merece, pois ele merece ficar preso devido aos crimes que cometeu. Portanto, graça é a doação de bondade a alguém que não tem direito.

Foi exatamente o que aconteceu com você e comigo. Foi o que Deus fez conosco através de Jesus Cristo. Nós estávamos presos por causa do pecado, mas Deus nos concedeu a sua graça abundante através do seu Filho Jesus Cristo. Deus nos concedeu um favor imerecido, uma graça imerecida. Nós estávamos presos em nossos pecados e Deus não nos deu apenas graçao indulto, mas a liberdade plena.

Essa liberdade, portanto, é concedida pela graça de Deus, como vemos em Romanos 6.1-11, quando Paulo nos fala da nova vida que temos por estarmos unidos com Cristo Jesus. Ora, pois, com a morte de Cristo na cruz nós também morremos. Assim como, com a ressurreição de Jesus, nós também ressuscitamos.

Sendo assim, diante da grandeza da graça de Deus, devemos viver em pecado para que sua graça seja abundante? É óbvio que não. Pois se não somos mais escravos do pecado, devemos então viver para Deus, pois para isso é que fomos redimidos dos nossos pecados. Afinal, juntamente com Cristo, nós morremos para o pecado. Bem como, por estarmos unidos com Cristo estamos vivos para Deus.

Martinho Lutero explica: “No capítulo 6, ele (Paulo) trata da obra particular da fé: a contenda do Espírito com a carne em matar por completo os demais pecados e desejos que restam após a justificação, e nos ensina que, através da fé, não estamos libertos de pecados de forma tal que pudéssemos ficar ociosos, preguiçosos e seguros, como se não houvesse mais pecado. Há pecado, mas ele não é imputado para condenação, por causa da fé que com ele luta. Por isso, temos o bastante para lidar com nós mesmos a vida inteira, para domar o corpo, matar seus desejos e obrigar seus membros a obedecerem ao Espírito, e não aos desejos”. (OS 8.137).

Sendo assim, posso viver em pecado, pois a graça de Deus vai me perdoar? (Rm 6.1). A graça de Deus é abundante, mas não devemos nos esquecer do pecado, pois ele também quer nos dominar. Um momento de vacilo, um momento de displicência e o pecado nos domina. Ele pode nos dominar a ponto de nos levar a condenação. Afinal de contas, não devemos mais viver para o pecado. Mas se o pecado cresce em nós afogando e sufocando a fé, ele pode trazer sérias consequências.

O pecado praticado pode nos fazer cometer crimes, como a multa, que é uma transgressão das leis do transito e que nos penalizam com pontos na carteira e uma quantia em dinheiro.

Assim como somos penalizados por descumprir as leis de transito, assim, também, seremos penalizadConfessa_Jesusos por deixar de viver a liberdade que Deus nos proporciona através da fé em Jesus Cristo. Deixar de viver a fé em Cristo é abrir mão da graça e escolher a multa, ou seja, a condenação.

A condenação é o resultado e a consequência que aflige aqueles vivem em pecados, pois são escravos de seus desejos impuros. Todas as pessoas que pecam e se deixam dominar pelo pecado merecem a condenação. Mas mesmo assim, mesmo sem nenhuma dignidade ou mérito próprio, Deus quer conceder a sua graça e ofertar o seu perdão.

Na verdade Deus já fez isso, predestinando o mundo inteiro para a salvação. Afinal de contas, Deus enviou seu Filho ao mundo, que nasceu no primeiro Natal e berço humilde, e mais tarde, como Rei dos Judeus, se fez sacrifício pelos pecados do mundo inteiro.

Foi através de Jesus Cristo que o mundo conheceu o amor e a graça de Deus. É por intermédio de Jesus Cristo que nossas multas espirituais são apagadas, perdoadas. Não precisamos mais pagar o preço pelos nossos pecados, pois Jesus Cristo já pagou com seu próprio sangue. Foi assim que a graça de Deus abundou em nós e concedeu liberdade. Por isso: “Se já morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele” (Rm 6.8).

 graçaaA grande verdade é que Deus concede sua graça a todos, e todos que recebem a graça de Deus estão livres da condenação e da morte eterna. Estão mortos para o pecado e vivos para Cristo. Além do mais, Deus não se limita a conceder sua graça, seu amor e seu perdão. Esta é a graça abundante de Deus e que está ao alcance de todas as pessoas.

Desta forma, todo aquele que recebe Jesus em seu coração e confia nele é perdoado dos seus pecados e recebe nova vida, que assim como a graça de Deus, é abundante. Se você quer receber e conhecer a graça de Deus apenas deixe Jesus entrar em seu coração, como diz o hino 371: “Por graça tenho o meu resgate; bem alto ostento o meu perdão. Da fé combato o bom combate, que tem o céu por galardão. Eu creio o que me diz Jesus: A graça à vida te conduz”. Pela graça de Deus temos vida em Cristo Jesus. Por isso vivemos a partir da graça de Deus para contar ao mundo que Deus está oferecendo a mim e a todos a sua graça abundante. Por amor de Jesus. Amém.

Tempo da Graça


Tema: Tempo da Graça

Itapema – Bom Caminho 23/11/2014

Régis Duarte Müller

24° Domingo de Pentecostes – 23/11 a 30/11/2014

Textos Bíblicos: Salmo 95.1-7a; Ez 34.11-16,20-24; 2Pe 3.3-13; Mateus 25.31-46

Tempo da graça, o que é isso? Quando levamos nossos filhos para brincar com um amiguinho(a), ou em algum lugar legar eles ficam tão felizes que não querem sair dali para ir embora. Mas, chega a hora de ir embora e a mãe chama: “Filho… Vamos embora”. Então ele se aproxima e diz: “Ah! Mãe. Ainda é cedo me deixa brincar mais um pouquinho”. Então a mãe responde: “Ok! Mas só mais um pouquinho e já vamos”. Esse tempinho a mais é o que chamamos de tempo da graça, é o tempo concedido além do normal. Esse é o tempo que estamos vivendo. O tempo que Deus está concedendo às pessoas para se arrependerem dos seus pecados e procurarem viver de forma correta e segundo seus ensinos. É o tempo que temos para aprender sobre a Boa Nova de Jesus Cristo. É o tempo que temos para testemunhar ao mundo o amor de Deus revelado através de seu Filho.

Esse tempo da graça que estamos falando é o tempo que antecede o Dia do Senhor, o grande Julgamento, o juízo final. Tempo que recebemos para usarmos da melhor maneira possível e que resulte no bom proveito próprio e do próximo.

Esse bom aproveitamento do tempo para a vida acontece através de uma disciplina espiritual, de uma busca incessante de crescer em Cristo e viver para amá-lo acima de todas as coisas e para amar a si mesmo e ao próximo da mesma maneira. Desta forma, recebemos tempo para que a cada novo dia nós possamos aprender algo nesse sentido e colocarmos em prática.

Acontece que não são poucas as pessoas que desejam receber as bênçãos de Deus – e normalmente bênçãos ligadas à vida financeira. No entanto, vivem com um pensamento extremamente egoísta, carnal e extremamente relacionado à vida terrena. Muitas vezes esse pensamento é ensinado por líderes religiosos e pastores que levam suas ovelhas a interpretarem a Palavra de Deus de forma distorcida.

Fato este que não é recente, pois isso já vem de longas datas. A bíblia conta vários relatos de falsos pastores e profetas, como vimos nos relatos de Ezequiel e 2 Pedro. Estas pessoas, tendo em vista tirar vantagem de outras, distorciam os ensinos bíblicos e aplicavam segundo seus interesses, unicamente para tirarem proveitos das fragilidades das pessoas.

No entanto, as ovelhas não eram instruídas a respeito do retorno do Senhor, nem os pseudo pastores e profetas se preocupavam com isso. Sendo assim, assumiam riscos de perderem a vida, e perderem a vida eterna diante do juízo.

O fato é que no passado tanto ovelhas (v.17-22) quanto ‘pastores’ (v. 1-10) mereciam condenação, assim também, pastores que distorcem a Palavra de Deus, bem como, pastores e ovelhas que não vivem os ensinos de Deus merecem a condenação.

Desta forma, Deus quer que as pessoas estejam preparadas para seu retorno para que não sejam pegas desprevenidas, ou seja, vivendo de modo torpe, em vícios e deixando-se queimar pelas paixões carnais e tentações do mundo. Afinal de contas, o Dia do Juízo se aproxima e todos serão julgados: Pastores, ovelhas, cristãos e não cristãos… Todos serão julgados e quem não crê em Jesus Cristo e vive de modo indigno será julgado, condenado e lançado nas trevas onde há choro e ranger de dentes (Mt 25.30).

É possível que muitos de nós estejamos vivendo de forma desagradável à vontade de Deus. É possível que muitos possam ser condenados no juízo. Contudo, Deus está nos concedendo o tempo da graça para que cada um de nós possa se arrepender dos pecados cometidos e buscar viver de forma digna e agradável a Ele.

Neste sentido, Deus concede tempo para buscarmos viver nosso cristianismo disciplinadamente. Afinal de contas, somos disciplinados para várias atividades: Trabalho, academia, pagamento de contas… Mas quando o assunto é viver disciplinadamente aguardando o retorno de Cristo, então nos tornamos displicentes!

A disciplina espiritual é um processo contínuo que ajuda o crente a amadurecer em Cristo e a conhecer a vontade de Deus. Da nossa parte, é uma atitude de entrega a Deus, de santificação, oração, adoração, comunhão e serviço. Esta disciplina se dá através da orientação através da Sagrada Escritura e do exercício consciente ao longo da vida. Essa prática é essencial para a libertação do poder do pecado e para a obediência à vontade de Deus.

Mas talvez surja a pergunta: Mas            isso quer dizer que participo da salvação? A resposta é não. A salvação é um presente de Deus, pois somos salvos mediante a fé em Cristo Jesus. Esta mesma fé é fortalecida por Deus. Contudo, diante da nossa constante prática da santificação, oração, adoração, comunhão e serviço, nós crescemos em Cristo.

Desta forma, o amor de Deus revelado em Jesus Cristo nos concede o perdão de todos os nossos pecados, e por isso “segundo sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe 3.13).

Novos céus e nova terra, aguardamos ó Senhor. Nós continuamos aguardando o retorno de Jesus e nos preparando para esse dia. Nós cristãos temos certeza de que Cristo virá e esse é mais um motivo para vivermos uma vida cristã agradável a Ele.

Diante da certeza do retorno de Cristo, Pedro no aconselha: “Continuem a crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (v.18).

Portanto, se vivemos o tempo da graça, vamos viver esse tempo para fortalecer nossa fé em Jesus Cristo, para que essa fé possa produzir os bons frutos do Espírito.

A Instrução da Lei do Amor


Tema: A Instrução da Lei do Amor.

Itapema – Bom Caminho 26/10/2014

Régis Duarte Müller

20° Domingo de Pentecostes – 25/10 a 02/10/2014

Textos Bíblicos: Salmo 1; Lv 19.1-2,15-18; 1Ts 2.1-13; Mateus 22.34-46

Introdução – A Bíblia Sagrada é rica em seus ensinos, em sabedoria e orientação. Não é para menos, pois apesar de ter sido escrita por homens, a Bíblia Sagrada foi inspirada por Deus, é a própria Palavra de Deus.

Diante dos muitos ensinos que nós encontramos na Bíblia, uma das instruções mais presentes, mesmo na Lei, é o ensino a respeito do amor. Do Pentateuco às epístolas percebemos que Deus sempre dispensou amor às pessoas cuidando, perdoando, libertando, orientando. É em João que encontramos um versículo conhecido de todos e que demonstra o que estamos falando: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Desta forma, a plenitude do amor de Deus pelas pessoas, se deu através da morte e ressurreição de seu próprio Filho:

A vinda de Cristo é, pois, uma revelação concreta e histórica do amor de Deus, pois o amor (agápe) é sacrifício próprio, a procura do bem positivo de outrem à custa do seu próprio bem, e maior dádiva de si do que a dádiva que Deus fez do Seu Filho nunca houve, nem poderia haver (Stott, Jonh, p.140).

Uma vez que Deus nos amou e que reconhecemos esse amor, nós passamos a olhar o ensino por outro aspecto, também presente nas escrituras. Pois o amor de Deus por nós, agora nos motiva a amar a Ele acima de todas as coisas, e o nosso semelhante assim como amamos a nós mesmos. Foi assim que Jesus resumiu a Lei de Deus ao responder os Escribas que o questionavam: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente. Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: Ame os outros como você ama a você mesmo” (Mt 22.37-39). Jesus não está dando um novo mandamento, pois este é o ensino do Shema (Ouve, Israel – Dt 6.5), que o povo já conhecia.

Contextualização – Para nós, as palavras de Jesus são relevantes e significam a dedicação de Deus por nós, motivando cada um a si dedicar pela própria vida, e pela vida do próximo.

Mas é importante notar que a possibilidade de amar a si próprio e também ao próximo está condicionada ao amor de Deus, conforme dito pelo apóstolo João: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro” (1Jo 4.19).

Lei – Isto porque o amor é um dos frutos do Espírito Santo, um dos frutos da fé. A falta de amor próprio e ao próximo é um alerta grave a respeito de nossa espiritualidade, a respeito de nossa fé para com Deus. Uma das possíveis causas pode ser a incompreensão a respeito da graça de Deus. Que leva a surgirem pensamentos assim: “Mas como pode alguém amar seu semelhante se antes não ama a si mesmo? Como amar a si mesmo se tudo o que vê em si mesmo é pecados, imperfeições, desprezo e uma vida miserável?” (Blaise Pascal, Pensamentos).

Quando não reconhecemos a graça e o amor de Deus por nós ficamos perdidos, desnorteados, aflitos. O amor acaba sendo incompreendido e se torna algo mundano presente em objetos, festas, sexo e coisas semelhantes.

“Sem amor por si mesmo, o amor pelos outros também não é possível. O ódio por si mesmo é exatamente idêntico ao flagrante egoísmo e, no final, conduz ao mesmo isolamento cruel e ao mesmo desespero” (Hermann Hesse).

O desespero que Hermann Hesse comenta, é para nós a constatação do distanciamento de Deus. Quando estamos distantes do cuidado e da proteção de Deus ficamos em desespero. Procuramos ajuda em coisas do mundo, e como não encontramos, cada vez ficamos mais desesperados.

Deus nos amou, mas não sentimos o amor de Deus. Por isso, temos dificuldades para aceitar nossa situação de fragilidade e de pecados, e também temos dificuldades para nos amar. Consequentemente, não amamos o nosso próximo. Diante de tudo isso, nós só podemos pensar como Pascal: Como amar a si mesmo se tudo o que vê em si mesmo é pecados, imperfeições, desprezo e uma vida miserável?

Evangelho – A mudança desta situação está em Deus. É Ele que muda o nosso coração, a nossa mente, nossos pensamentos e atitudes. Foi para isso que Ele veio a nós e tomou nossa indignidade para nos tornar dignos. Para isso, Ele vem constantemente a nós através da sua Palavra e através dos Sacramentos. Assim, Deus ama cada um de nós, apagando nossos pecados e nossas culpas, além de nos capacitar ao amor.

Como humanos, em nossa sabedoria limitada, temos dificuldades para compreender como Deus faz tudo isso. Mas Ele é Deus e usa de sabedoria Divina para nos tomar em seus braços, e pela graça perdoar os pecados. A partir de então, todos os fiéis nada mais fazem do que transmitir o amor de Deus que recebem gratuitamente.

É isso que Jesus está fazendo com os fariseus. Está ensinando, instruindo a respeito da graça e do amor de Deus, um antigo mandamento conhecido como “A Lei do amor”.

Conclusão – A Lei do Amor é: “Amarás o Senhor acima de todas as coisas e o próximo como a ti mesmo”. O amor que está presente aqui aboliu qualquer tipo de egoísmo e vaidade. Amar a si mesmo não é querer ter as melhores coisas, mas viver de acordo com a vontade de Deus e desejar o mesmo para o próximo. Esse próximo é a pessoa que está ao meu lado, indiferente de quanto o conheça, e quanto goste ou não dela.

Desta forma somos instruídos a respeito da Lei do amor. Sendo que, a comunhão e o amor cristão surgem como resposta ao amor de Deus, tornando, assim, os mandamentos de Deus simples. Na prática, a demonstração do nosso amor a Deus se dá amando a si mesmo, e amando nosso próximo da mesma maneira.

Que o bondoso Deus sempre esteja com cada um de nós, nos guiando e conduzindo com seu Espírito Santo, pois somente com sua ajuda podemos amar. Que nós possamos amar, assim como Deus nos amou. Amém.

Obras Consultadas:

Bíblia de Recursos para o Ministério com Crianças – APEC, RA.

Bíblia Sagrada com reflexões de Lutero – SBB, RA.

Bíblia Sagrada – Edição para Jovens, NTLH.

Introdução ao Antigo Testamento – Vida Nova.

https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20120906144602AAAGs43

Pensamentos. Blaise Pascal.

Vida em Comunhão. Ditrich Bonhoeffer.

Manual Bíblico SBB – SBB

Revista Igreja Luterana.

PIB – Caderno universitário.

Sermão: Transfiguração do Senhor


Transfiguração do Senhor

Régis Duarte Müller

02/03/2014

Testemunhas de Cristo.

Testemunhas são importantes nas mais diversas situações. Existem testemunhas de casamento; de um delito; Testemunhas oculares. Mas todos são importantíssimos e necessários. Por exemplo: A testemunha de um crime poderá ajudar a resolver uma investigação e condenar aquele que é culpado. No casamento, elas assinam em cartório para legitimar o ato. Mas o fato é que, indiferente do motivo, testemunhas são sempre importantes.

Há muito tempo atrás, algumas testemunhas foram importantíssimas para que hoje nós tivéssemos a revelação verdadeira e concreta da Palavra de Deus. Muitas foram às vezes em que as pessoas presenciaram os feitos de Cristo, mas o fato que mais chama a atenção é referente à Transfiguração do Senhor. Diante deste fato, Pedro, Tiago e João puderam ser testemunhas oculares.

A Bíblia revela que diante dos apóstolos a aparência de Jesus mudou. O seu rosto ficou brilhante como o sol, e as suas roupas brancas como a luz. De repente uma voz do céu diz: “Este é meu Filho querido, que me dá muita alegria”. Os discípulos que estavam morrendo de medo ficaram ainda mais assustados.

Não é para menos, qualquer um de nós ficaria com medo diante deste acontecido, ficaria apavorado. Aqueles discípulos estavam presenciando toda glória e poder de Cristo. Nós também ficaríamos com medo.

O fato aqui, não é o medo, mas sim o testemunho dos discípulos em favor do Cristo que é Deus verdadeiro, junto com o Pai e o Espírito Santo. Esta é a ordem que o próprio Deus dá, quando diz: “Este é meu Filho querido, que me dá muita alegria” ou em outra linguagem: “Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.

Escutai-o. A revelação dos discípulos de Jesus referente ao testemunho do que viram e ouviram é: Escutai-o.

A triste verdade é que muitos não creem no Messias, no Salvador transfigurado. Outros ainda esperam a vinda de um Messias. Para tantos, Cristo é apenas como um exemplo a ser seguido, um bom homem. Estas pessoas carecem de ouvir a pregação da Palavra, carecem ouvir a mensagem de perdão, pois estão seguindo caminhos sem direção.

Por isso as testemunhas são importantes. Para ajudar a falar de Cristo, pois ele é nosso ponto de referência, o Deus poderoso. Aqueles que vivem afastados desta fé, que não confiam em Cristo como redentor, transfigurado e cheio de poder estão Perdidos à beira de um abismo. O destino destas pessoas pode ser triste, pode ser da condenação eterna, pois elas não acreditam no Cristo como Deus de poder.

Nós cremos. Contudo, vivemos rodeados de tentações que querem nos convencer do contrário. Muitos acham que os mortos influenciam em suas vidas e por isso querem ouvi-los. Muitas pessoas não acreditam em Cristo como o suficiente salvador e por isso vivem com medo, vivem angustiados fazendo muitas obras para que Deus não os castigue. São pessoas que conhecem a Deus, não conhecem a Cristo.

Ora, pois, a instrução de Deus é para praticarmos os ensinos de Jesus e não os mortos, ou a qualquer outro. A luz que Pedro e os outros presenciaram, é a luz que nos tira das trevas, que nos mostra o caminho e as instruções de Deus. Jesus nos coloca diante de Deus, e Somente ele pode fazer isso. Fato que fica bem claro em todas as leituras deste dia.

O Salmo revela o Salvador do mundo que se tornaria conhecido por todos em todo seu poder. Diante deste fato ouvimos: “Adorem o SENHOR com temor. Tremam e se ajoelhem diante dele; …Felizes são aqueles que buscam a proteção de Deus 11, 12.

No texto do AT, Deus entrega os mandamentos a Moisés. Dentro deste contexto, o fato interessante e impressionante é o que vemos: v.16 e 17: “A glória de Deus desceu sobre o monte, e para os Israelitas a luz parecia um fogo que queimava lá no alto”.

Dessa forma podemos ter ideia do imenso poder de Deus. A sua glória e poder são tão imensos que criaram uma forte luz, interpretada pelo povo que testemunhou como se fosse um fogo que queimava lá do alto.

O trecho de Pedro conta a história das testemunhas da glória de Cristo. Os apóstolos presenciaram a poderosa vinda do Senhor Jesus Cristo com os próprios olhos. Deus Pai deu a Jesus Cristo toda honra e glória. “Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria!” Este fato lhes deu ainda mais confiança para acreditar nos profetas antigos, pois agora haviam visto e ouvido quem era realmente Jesus Cristo. Portanto, essa é a mensagem que vem do próprio Deus, a qual, nós escutamos e anunciamos ao mundo.

O Evangelho relata o episódio da Transfiguração em que a voz do Pai designa Jesus como seu “Filho bem-amado”, Aquele que devemos escutar. Aqui está todo o sentido da festa de hoje, da Transfiguração de Cristo: celebrar este instante de Luz pelo qual Jesus se deixa conhecer, contemplar a visão do Senhor transfigurado, escutar a sua mensagem, descer do monte e espalhar a Luz à nossa volta.

Dessa forma, quando nós escutamos a Palavra de Deus que é revelação, estamos sendo testemunhas de Cristo. Por isso nós anunciamos a mensagem. Falamos ao que vive nas trevas: ‘em Cristo temos a maravilhosa luz. A luz do amor, perdão e Salvação’.

Os relatos bíblicos nos confirmam que muitas pessoas puderam ver e ouvir os ensinamentos de Cristo. Outros, como Pedro, Tiago e João puderam ver todo poder e glória do Salvador Jesus. Em nossos dias temos o livro de Deus, a Santa Bíblia, que nos revela todas essas coisas. Logo, somos testemunhas de Cristo neste mundo por tudo que ela nos revela quando lemos e ouvimos as Sagradas Letras, pois o Salvador Jesus está vivo e Reina com Deus no céu.

Desta forma. Firme nas promessas do Senhor, e com a ajuda do Espírito Santo podemos ouvir a voz do Senhor. Podemos crer em Jesus Cristo e testemunhar o grande amor de Deus.

Quando nós ouvimos a Jesus temos vida em abundância, resultado da comunhão com o Pai e o Espírito Santo na palavra e sacramentos. Por isso, se você deixou de ouvir a Jesus e se meteu em muitos pecados, e agora está paralisado pelo medo, pela angústia, pela preocupação, olhe firme para a cruz de Jesus e ouça a sua voz a lhe dizer: “Ainda que os seus pecados são vermelhos como o carmesim, eles se tornarão brancos como a lã” (Is 1.18), pois “o sangue de Jesus, o Filho de Deus nos purifica de todo o pecado” (1Jo 1.7). Que assim seja. Amém.