Ofendido


Ofendido

De certa forma, vivemos a era da indústria dos ofendidos.

Duas áreas podem ser utilizadas como ilustração deste fato. Uma delas, o politicamente correto. Se você não usar a palavra eleita para designar tal pessoa/conceito/lugar/escolha, está estabelecida a ofensa. Mesmo que, constantemente, ofendidoas palavras mudem, ou seja, aquela que hoje é a correta, amanhã, já ofende. Outra, a expressão de ensinos bíblicos. Especialmente, nos temas mais polêmicos. Afirmar o que se crê e confessa ofende e agride sensibilidades e visões, nem sempre com contrapontos  e alternativas lógicas para as propostas enunciadas. Estou ofendido. E isto basta.

A indústria da ofensa tem crescido, em grande parte, porque ofender-se dá poder, gera representatividade. Ofender-se ajuda a vencer a discussão, já que, via de regra, tem ficado comum pensarmos mais por meio de emoções do que por palavras e construções lógicas. Então, qualquer palavra que toque uma corda sensível “ofende”, e a discussão continua somente dali para diante. Ou para baixo. Especialmente, se gerar o efeito manada.

Na sociedade fragmentada, muitas vezes, ideologicamente direcionada, tudo, ou quase tudo, ofende.

É evidente que existem situações de ofensa, momentos em que, realmente, somos ofendidos. Mas estamos caminhando para o exagero e o caos nos relacionamentos sociais, potencializados pela virulência descabida nas interações digitais

Felizmente, Jesus Cristo não foi assim. (mesmo tendo motivos, já que tudo de que foi acusado era falso). Imagine se, diante das pessoas famintas que ele alimentou, ele se ofendesse: “quer dizer que vocês estão aqui só porque dou comida,jesus_amai-vos não é? Tá bom, vocês vão ver, não tem mais, então”. Diante dos fariseus: “Quer dizer que vocês, líderes, em vez de ajudar, estão contra mim? Isto é uma ofensa!” Antes de voltar ao Pai, quando os discípulos queriam saber de seu Reino celeste. “Seus ignorantes, não entenderam nada? Assim vocês me ofendem. Não contem mais comigo, estou fora”.

Especialmente, diante dos que o prendiam, diante dos que o maltratavam, diante dos que, injustamente, o pregavam em uma cruz.  Ele tinha 50 mil motivos para ir a Roma processar todo mundo. Mas não fez. Ele foi O ofendido. E, em troca, ofereceu amor.

Seu processo estava definido, e ele o cumpriu até o fim. Cumpriu aquilo para que veio ao nosso mundo, com a finalidade de nos perdão. Isto é, não para se fazer de ofendido, mas para perdoar as nossas ofensas. Dar a oportunidade de vivermos a vida onde emoções são subordinadas a princípios. Por causa desta fé, somos chamados à prática que ofende a mentalidade humana:  ouvir, compreender, ajudar. Perdoar, respeitar…amar. Perdoarmos aqueles que nos têm ofendido.  Para então, nos casos realmente necessários, dar a uma ofensa resposta jurídica.

Na era da indústria de ofendidos, o perdão, que cobre nossa multidão de ofensas, não pode ser fabricado.

É oferecido. De graça. 

(P. Lucas André Albrecht)

Tempero para a Vida.


Tema: O Tempero para a Vida.

Itapema – Bom Caminho 26/09/2015

Régis Duarte Müller

18° Domingo Ap Pentecostes – 26/09 a 03/10/2015

      

Textos Bíblicos: Salmo 104.27-35; Números 11.4-6, 10-16, 24-29; Tiago 5.(1-12)13-20; Marcos 9.38-50

            prato saborosoCada alimento que preparamos na cozinha tem uma receita e uma medida certa para cada ingrediente. Mas, o determinante ao se cozinhar é o tempero. Normalmente colocamos pouco tempero, a medida certa, para que a comida tenha o gosto bom ao paladar. Acontece que quando erramos a medida do tempero, do sal, a comida não fica boa. Na verdade fica péssimo e poucos comem.

Existem alguns alimentos que marcam a vida das pessoas. No hospital todo mundo reclama da comida sem sabor, assim como nos lembramos daquele prato extremamente salgado que foi feito em nossa casa outro dia.  E todos concordam: É muito ruim comer alimentos sem tempero ou salgados de mais.

Acontece que muitas vezes não percebemos, mas nossa vida é tempero. Cada um de nós é tempero para a vida das outras pessoas, e por isso, recebemos um conselho muito importante de Jesus: “Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros” (v.50). Assim, desta forma simples, Jesus nos dá dois tipos diferentes de “condimentos”: Sal e Paz.

Mas cabe a cada um de nós questionarmos: Quais são os temperos que temos utilizado em nossa vida? Qual a medida que temos colocado? Qual a receita que temos utilizado?

É importante fazermos essa reflexão, afinal de contas, muitas vezes nosso tempero não tem sabor nenhum; Outras vezes estamos extremamente salgados, e sendo assim, não contribuímos em nada com o ‘alimento’ para as pessoas que nos cercam.

            Sim, querido amigo e irmão: Que tipo de tempero você e eu somos? Talvez alguns sejam insípidos! Esse é o alimento que não tem sabor nenhum, é como se não comesse nada. Na vida, é aquela pessoa que não ‘fede nem cheira’. Pra ela tanto faz, não tem importância, e dificilmente ela contribui para a vida das outras pessoas.

sal Contudo, a Bíblia nos fala o que é feito com o sal que perde o sabor: “O sal certamente é bom; caso, porém, se torne insípido, como restaurar-lhe o sabor? Nem presta para a terra, nem mesmo para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Lc 14.34-35).        Coisas descartáveis.

Sim. O ‘sal’, a ‘pessoa’ insípida será jogada fora!

Por isso, novamente a pergunta: Que tipo de tempero você e eu somos? Talvez alguns sejam salgados demais! Esse é o alimento que não desce. Ninguém consegue comer um prato com excesso de sal. Além do mais, alimentar-se com alimentos muito salgados podem acabar trazendo problemas para a saúde como hipertensão arterial, doenças renais, cardiovasculares, entre outras. Sendo assim, como podemos ver, o excesso de sal é ruim para a saúde. E não é diferente se nós somos salgados demais, como tempero, para a vida das outras pessoas. Muitas vezes, por sermos salgados de mais, acabamos prejudicando a vida das outras pessoas.

Somos salgados quando agimos com grosserias, brigamos, somos rabugentos. O alimento salgado não pode ser consumido e é jogado fora. A pessoa ‘salgada’ também será jogada fora.

Viver de modo insípido ou exageradamente salgado é como a história que ouvimos em Números: Apesar de estar constantemente amparado por Deus, apenas sabemos reclamar. Em Números podemos encontrar três aspectos importantes: A reclamação e murmuração; A incapacidade de realizar o próprio trabalho e a presença constante de Deus.

Na verdade, o último aspecto é determinante em nossa vida. Afinal de contas, somente a presença constante de Deus pode fazer de nossa vida um bom tempero, tanto para nós mesmos, como para o próximo. Afinal de contas, é Deus que concede o Maná e as Codornizes, mesmo diante da reclamação; É Deus que concede profetas ou ‘ajudantes’ por um dia, quando você não dá conta do seu próprio trabalho. É Deus que nos levanta quando estamos caídos.

É verdade que muitos parecem estar insípidos ou salgados de mais. Mas nenhum ainda foi jogado fora. E, de modo concreto, Deus não quer jogar ninguém fora, pelo contrário, Ele quer alimentar, ajudar no trabalho, cuidar e estar presente em sua vida o tempo inteiro.

Por isso, ele concede a receita para o bom tempero da vida: O Exemplo dos profetas. Através dos profetas Profeta Eliasrecebemos exemplos de paciência e confiança em Deus. É importante olharmos para os profetas antigos e observar seus exemplos de fé. Pois com eles vamos perceber que apesar de todo sofrimento, Deus está sempre perto e cuida da vida dos seus servos.

O bom Deus esteve ao lado de Moisés que guiou o povo à terra prometida. O bom Deus esteve com seu servo Jó, que é exemplo de paciência para todos nós. Também esteve com Elias que orou e houve seca por três anos e seis meses, orou novamente e voltou a chover. Contudo, quando esteve escondido houve perturbação, reclamação e desespero. Por outro lado, quando invocado, Ele se apresenta com misericórdia e compaixão.

              Por tudo isso, nós somos convidados pelo salmista a dizer à própria alma: “Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! Aleluia!”.

Bendizemos a Deus por fazer com que muitas pessoas ao nosso redor sejam o bom tempero que dá gosto para nossa vida. Assim, também, pedimos a Deus que nos use, a fim de temperarmos a vida das pessoas que nos cercam com o Bom Tempero de Cristo. Por isso, o incentivo: “Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros” (v.50). Sejam o bom tempero para a vida.

Que Deus nos abençoe. Assim seja. Amém.

Nosso grau de investimento


Nosso grau de investimento

 

Com facilidade esquecemos de Deus quando tudo vai bem. Mas, quando as coisas se complicam, a memória começa a funcionar melhor. Por exemplo, sem polícia nas ruas e os bandidos fazendo a festa, Deus está em alta, mais que o dólar. Ainda bem, porque não custa nada uma oração antes de sair de casa. Aliás, a segurança do céu nunca foi cobrada, nem faz greve. Só precisa de um fiador, Jesus, porque foi ele quem pagou a nossa dívida. “O que vocês pedirem em meu nome eu farei” (Jo 14.13), garante aquele que é o único caminho, e ninguém pode chegar até o Pai a não ser por ele (Jo policia14.6). Como é bom saber disto e acreditar nisto quando tem tanta propina e outras cobranças na porta do céu – falcatruas que tentam condicionar também as coisas espirituais.

Mas, como disse, temos a tendência de só lembrar desta segurança nas horas difíceis. Quando a saúde vai bem, há dinheiro sobrando e tudo está numa boa, Deus fica na cozinha e não é convidado para a festa. Ainda bem que ele é o pai do filho que voltou para casa e que ordenou aos empregados: “Depressa!Tragam a melhor roupa e vistam nele” (Lc 15.22). Ele é o Deus do encrencado Doraçãoavi que reconheceu: “Eu fiquei aflito e apavorado. Então clamei ao Senhor,
pedindo: Ó Senhor Deus, eu te peço ‘salva-me da morte’. O Senhor é bondoso e fiel; o nosso Deus tem compaixão de
nós” (Sl 116).

Em tempos com tanta insegurança, violência, carestia, desânimo, desconfiança, é a chance da segurança deixada de lado. Se as coisas celestiais perderam o valor em nossos cálculos, se gastamos além do que podíamos, Deus não bloqueia as nossas contas, não rebaixa o grau de investimento, nem nos obriga a empréstimos com juros exorbitantes. “Venham”, ele convida, “os que não tem dinheiro: comprem comida e comam” (Is 55.1).

Marcos Schmidt

marcos.ielb@gmail.com

Pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Novo Hamburgo, 12 de setembro de 2015

Marcos Schmidt

marcos.ielb@gmail.com

Pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Novo Hamburgo, 12 de setembro de 2015

Viver com Sabedoria e Prudência


Tema: Viver com sabedoria e prudência.

Itapema – Bom Caminho 15/08/2015

Régis Duarte Müller

12° Domingo Ap Pentecostes – 15/08 a 22/08/2015      

Textos Bíblicos: Salmo 34.12-22; Provérbios 9.1-10; Efésios 5.6-21; João 6.51-69

         Nas últimas semanas temos tido a oportunidade de ler e estudar a carta de Paulo aos Efésios. A cada semana e perícope que estudamos somos remetidos a excelentes ensinos e admoestações que Deus faz ao povo por intermédio do Apóstolo Paulo, escritor da carta.

         Já tivemos a oportunidade de estudar sobre o corpo de Cristo e a importância da unidade desse corpo, quando todos são orientados a viver segundo a vocação conforme o chamado que cada um recebeu para o benefício e preservação da unidade, bem como, para o crescimento e edificação a partir de Cristo, a cabeça do corpo.

            Em outra perícope, estudamos sobre o papel da família, como dia dos pais, tendo em vista especialmente a função do pai no corpo de Cristo como aquele que recebe de Deus o chamado e vocação de educar e ensinar o filho no caminho em que deve andar, além da exortação para todos viverem em amor e santificação.

            Agora, vamos continuar esse caminho, vendo como Paulo orienta as pessoas, pertencentes do corpo de Cristo, a viverem com prudência e sabedoria, como verdadeiros filhos amados de Deus.

           Os ensinos de Paulo estão em uma crescente muito interessante, pois mostra a importância de cada pessoa viver segundo o chamado que recebeu (4.1-2) – diferente dos gentios, que não se importam com tais orientações (4.17) –, andar em amor (5.2, 4) e na luz (5.8), e agora, para viver e andar na sabedoria (5.15). Portanto, a sugestão paulina é para que cada pessoa viva como filha de Deus, levando em consideração um modo de viver e comportar-se proporcional à natureza que agora possui como filha de Deus.

          3200326 Deste modo, viver com sabedoria e prudência é um dom que está presente nos filhos de Deus, de modo que sábio e prudente é aquele que teme o Senhor e conhece a Deus, sua Palavra e ensinos, conforme vemos em Provérbios: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é a prudência” ou conforme a NTLH: “Para ser sábio, é preciso temer a Deus, o SENHOR. Se você conhece o Deus Santo, então você tem compreensão das coisas” (Pv 9.10).

            Por outro lado, a falta de sabedoria e prudência está ligada ao distanciamento de Deus, e é um caminho em direção ao fracasso. Esse caminho, normalmente, é traçado pela ‘intemperança’, a qual pode ser considerada como uma espécie de antônimo da sabedoria ou prudência. Isto é: Viver e comportar-se de modo indigno ao chamado e vocação recebido; viver e comportar-se com gestos, atitudes e palavras que prejudicam a paz e convivência das pessoas, causando constrangimentos e ofensas.

            Em Provérbios 9, a falta de sabedoria e prudência está relacionada ao convite da loucura ou mulher apaixonada (Pv 9.13-18). A mulher apaixonada sabe seduzir e levar uma pessoa ao erro. Ela tem astúcia, e usa da sua ‘esperteza’ para iludir os homens em suas tolices, aproveitando-se das deficiências básicas de suas vítimas.

            Sim, e todos temos nossas deficiências! E por isso, a falta de sabedoria e prudência, tenta seduzir seus adeptos com propostas ‘irrecusáveis’ através da ilusão e esperteza, do prazer e das facilidades, tentando tais deficiências. Contudo, esse é o caminho que leva à perdição, e a atitudes de intemperança. Ou seja, falta de moderação nas atitudes, nas palavras e na forma de viver.

            Sendo assim, a intemperança é uma forma concreta do que não é sabedoria e prudência, e que conduz a uma ladeira que vai direto para a perdição e condenação.

            Talvez muitos de nós estejamos nessa ladeira, vivendo nas trevas, dormindo entre os mortos, sendo seduzidos pelas propostas atraentes do inimigo às nossas fragilidades. Mas como Pastor, que nunca desiste de suas ovelhas, Deus vem a nós e diz: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará” (Ef 5.14), e ainda:Favor de DeusQuem é simples, volte-se para aqui. Aos faltos de senso diz: ‘vinde, comei do meu pão e bebei do vinho que misturei. Deixai os insensatos e vivei; andai pelo caminho do entendimento’” (Pv 9.4-6).

            O grande chamado de Deus é este: “Deixai os insensatos e vivei; andai pelo caminho do entendimento”. Talvez possamos perguntar: Mas qual é o caminho do entendimento? A Bíblia nos diz: “Para ser sábio, é preciso temer a Deus, o SENHOR. Se você conhece o Deus Santo, então você tem compreensão das coisas” (Pv 9.10).

            Assim como recebemos constantes convites para a ‘loucura’, Deus ainda mais nos defende e convida para viver na sabedoria e prudência, onde está a vida. A fim de sermos preservados nesse Bom Caminho, Paulo escreve: “Portanto, vede prudentemente como andais (comportar-se, modo de viver), não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5.15-21).

          Estas são palavras de amor aos filhos de Deus que já conhecem o Santo Deus e sua vontade, que antes viviam nas trevas e praticando todo tipo de frutos da injustiça, segundo a loucura e intemperança. Mas ainda assim, precisamos reconhecer como Paulo que “os dias em que vivemos são maus”, e orientar dizendo: “aproveitem bem todas as oportunidades que vocês têm” (Ef 5.16).

          Aproveitar bem… Como? A palavra de Deus nos diz para aproveitarmos bem vivendo com sabedoria e prudência, procurando entender o que Jesus quer que façamos vivendo na luz, “pois a luz produz uma grande colheita de todo tipo de bondade, honestidade e verdade”, que são qualidades de uma vida guiada pela Sabedoria e Prudência. E por mais que os dias maus continuem, agradeça “sempre todas as coisas a Deus, o Pai” (Ef 5.21). Afinal, quando há maldade, a verdadeira bondade irá apontar a luz do mundo.

Oração: Deus Espírito Santo ilumina nossa vida com a Luz de Cristo, a fim de temermos e confiarmos no Santo Deus, e assim, vivermos em Sabedoria e Prudência. Em nome do Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Bíblia de Estudo Almeida RA – SBB.

Bíblia de Estudo NTLH – SBB.

Bíblia Sagrada com Reflexões em Lutero – SBB.

Comentário Bíblico Gálatas a Filemom – Beacon.

Dicionário Grego – Português do Novo Testamento – Louw e Nida, SBB.

Mensagens de Esperança – Hora Luterana.

Novo Testamento Interlinear Grego – Português, SBB.

Instruídos e instruindo segundo a verdade em Jesus.


Tema: Instruídos e instruindo segundo a verdade em Jesus.

Itapema – Bom Caminho 09/08/2015

Régis Duarte Müller

11° Domingo Ap Pentecostes – 09/08 a 15/08/2015

Textos Bíblicos: Salmo 34.1-8; 1Reis 19.1-8; Efésios 4.17-5.2; João 6.35-51

             O dia dos pais é uma data muito importante e especial, pois o pai é um homem que recebeu de Deus a tarefa de educar os filhos no caminho correto, a fim de que seu filho nunca se perca (Pv 22.6). Contudo, quando falamos do ser humano pai, sabemos que muitos pais não se importam com tal orientação divina, e vivem sem cumprir as responsabilidades com os filhos. Por outro lado, muitos pais queridos se esforçam para educar seus filhos, enquanto outros já partiram deixando lindas lembranças e ensinamentos.

Em todo caso, os pais são partes fundamentais no corpo de Cristo, os quais receberam a orientação de Deus através de Paulo ao dizer: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados” (Ef 4.1).

Todos nós conhecemos as responsabilidades que os pais precisam cumprir com os filhos: Ensinar, alimentar, cuidar… Não somente para esse mundo, mas com vistas à educação, cuidado e alimento para a vida eterna. É pensando em tal aspecto da vida e das responsabilidades de um pai que Martinho Lutero escreve antes de cada ensino no catecismo 3200326menor: “Como chefe de família deve ensiná-los com toda a simplicidade em sua casa” (Catecismo Menor, sobre os dez mandamentos; Credo Apostólico, Pai nosso…).

Educar o filho talvez seja uma das mais difíceis, bem como, mais importante tarefa que temos neste mundo. A execução de tal tarefa está dentro das ações pertinentes ao corpo de Cristo, dentro da vocação e chamado que cada homem recebeu de Deus para que ANDEM de modo digno, conduzindo a vida e comportando-se com amor e responsabilidade de acordo com a santidade cristã. Todos esses ensinos e orientações tem sua origem em Deus e se destina a todos, tanto como lei, quanto como evangelho.

            Ao mesmo tempo, mesmo diante das claras orientações, é comum haverem pais que vivem e andam da mesma forma que vivem e andam os gentios: “na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza” (Ef 4.17b-19).

Ora, pois, os ensinamentos que Deus concede são destinados a todos, seja como ordem ou lei, bem como graça ou evangelho. Desta forma, como homens, recebemos de Deus, a graça, o privilégio, o ensino e a ordem de cuidar, alimentar e ensinar nossos filhos. Ao mesmo tempo, podemos negligenciar tudo isso, não receber as bênçãos e muito menos atender às ordens de Deus. Isso porque todos os homens estão sob o pecado e a morte eterna, vivendo em dureza de coração, cometendo toda sorte de impurezas e negligenciando o chamado e vocação recebidos para desempenharem suas funções como membros do corpo de Cristo, e não permitindo a ação de Deus nem através da lei, nem através do evangelho. Por isso vivem em vícios e sem controle algum, agem com comportamento imoral percorrendo o caminho que afasta da santidade cristã e de tudo que é correto e justo.

           Nesse sentido, a fim de que nenhum justificado se perca, o apóstolo Paulo faz exortações muito pertinentes convocando todos os seres humanos a “abandonarem a mentira; não permitirem que a raiva os domine; que não roubem, mas trabalhem e vivam honestamente ajudando os pobres; a falarem com palavras boas para edificação; a abandonarem toda a raiva, amargura, ódio, gritarias, insultos e maldades, e a agirem com bondade e atenção para com os outros, perdoando os outros assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou cada um” (Ef 4.25-32).

            Desta maneira, somos chamados a viver conforme o chamado e vocação recebidos de Deus. Ou seja, viver e se comportar de modo digno com o objetivo de manter a integridade do corpo de Cristo, bem como, da sociedade em quePAI-E-FILHO vivemos, e ainda de modo mais estrito, dentro da nossa casa, na família, onde somos exemplos para os filhos nas palavras, nos gestos, nas ações, na forma como vivemos e nos comportamos.

            Ser pai é uma honra, uma imensa graça de Deus que nos permite criar e educar os filhos imitando o próprio Deus, nosso Pai. Ser filho é uma dádiva de Deus a todos nós, que podemos seguir o exemplo do nosso pai, do próprio Filho de Deus, que viveu em humildade e amor. Conforme escreve Paulo: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave” (Ef 5.1-2).

 Queridos amigos e irmãos em Jesus Cristo, como irmãos e filhos do mesmo Pai, somos convidados a viver em unidade, amor e respeito, buscando o interesse maior que é o conhecimento de Deus e a proclamação de sua Palavra. Somos chamados a abandonar nossa velha natureza corrupta e pecadora para viver a nova vida em santidade e pureza.

            Como orientação, Deus nos fala através do apóstolo Paulo o seguinte: “Sede, pois, imitadores de Deus como filhos amados e andai em amor, como também Cristo amou a nós e se entregou a si mesmo por nós como oferta e sacrifício a Deus para perfume de aroma” (Ef 5.1-2).

Destaquemos duas palavrinhas destes versículos: “Sede” e “andai”. Quando Paulo nos diz “sede” imitadores, ele entende que esta é uma característica que já foi adquirida, visto ter havido a mudança da velha para a Nova natureza. Ao mesmo tempo recebemos a orientação “e andai em amor”, a fim de seguirmos os mesmos passos de Jesus Cristo. Pois Paulo está nos orientando a viver como ele viveu, imitando seu modo de vida, ou seja, “em amor”.

Que assim, Deus permita a cada um de nós, filhos do Pai do céu, viver uma vida de santidade e amor. Afinal de contas, “Como um pai trata com bondade seus filhos, assim o Senhor é bondoso para aqueles que o temem” (Sl 103.13). Que assim seja. Amém.

A todos os pais: Feliz dia dos pais.

Servindo como membro do corpo de Cristo.


Tema: Servindo como membro do corpo de Cristo.

Itapema – Bom Caminho 02/08/2015

Régis Duarte Müller

10° Domingo Ap Pentecostes – 02/08 a 09/08/2015

Textos Bíblicos: Salmo 145.10-21; Êxodo 16.2-15; Efésios 4.1-16; João 6.22-35

Cinco amigos estão embaixo de uma árvore que mede uns 3 metros de altura, e no alto de suas folhas, belas e deliciosas frutas. Todas as frutas estão ali, expostas e disponíveis para serem arrancadas e saboreadas. Acontece que ela é alta, não pode ser escalada e não tem nenhum objeto que auxilie os amigos para arrancar as frutas. Nesta situação eles pulam tentando alcançar as frutas, eles jogam pedras, mas tudo em vão. Enquanto tentam tirar as frutas individualmente, cada um por si, eles não alcançam o sucesso. Até que os cinco amigos decidem criar um ‘andaime humano’, sendo que assim trabalho em equipeeles conseguem alcançar as belas e suculentas frutas no alto da árvore. Eles arrancam o suficiente para todos comerem e se deliciarem. Apenas conseguiram porque ajudaram uns aos outros.

Os amigos tinham um objetivo em comum, mas precisavam se unir para alcançar o sucesso. Assim que perceberam isso, o resultado foi fantástico: eles conseguiram alcançar as frutas e saboreá-las. No corpo de Cristo as coisas acontecem de forma semelhante. Cada pessoa recebe um chamado de Deus e é vocacionada a realizar esse chamado: “Há um só corpo, e um só Espírito, e uma só esperança, para a qual Deus chamou vocês” (Ef 4.4). Contudo, o apóstolo Paulo usa essas palavras com intuito de fomentar a união do corpo de Cristo – a Igreja, por isso, faz um apelo à unidade através das palavras dos versículos 1-3: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro do Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, e esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vinculo da paz” (Ef 4.1-3).

Desta forma, o primeiro chamado que o povo recebeu de Deus é zelar pela unidade do corpo de Cristo, ou seja, cuidar para que o objetivo comum, o crescimento e amadurecimento do corpo (Arrancar as frutas) seja alcançado através da ação de todos. Desta forma, para que esse objetivo seja alcançado é fundamental a união, de modo que não pode haver desunião, intrigas, fofocas e outros tipos de doenças que possam afetar o corpo de Cristo.

            Infelizmente é comum encontrarmos grupos no ‘corpo de Cristo’. Grupos que se reúnem por pensarem diferente com relação a alguns trabalhos, mas que ao invés de buscarem o aperfeiçoamento das atividades existentes, preferem gastar energia criticando ou falando mal das coisas que acontecem, sem, contudo, tentar oferecer ajuda.

            Acontece que o corpo precisa estar em completa comunhão para que seja possível alcançar o objetivo. A mão tremula não pode levar a comida até a boca, assim como as pernas bambas não podem nos levar até outro lugar. Da mesma forma, o corpo de Cristo que está doente não pode crescer, e muito menos alcançar seus objetivos. Antes, é necessário curar suas doenças.

            A fim de nos fazer compreender isso, Paulo escreve: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro do Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados” (Ef 4.1).

            Desta forma, Paulo quer fazer com que os leitores façam uma reflexão séria sobre o modo em que vivem a vida, exortando para todos andem de modo digno da vocação para a qual foram chamados. Que ANDEIS significa “conduzir a vida”, “conduzir-se”, “comportar-se”. Ou seja, que todos vivam de modo condizente à vocação ou chamado. Aqui não se refere ao chamado divinamente dado ao ministério, contudo, trata-se de um chamado para todos os cristãos pelo fato exclusivo de serem cristãos. Portanto, cada cristão pertence ao corpo de Cristo, e é chamado para viver de modo digno e procurar auxiliar todo o corpo na função sublime de levar Cristo ao mundo.

Markus Karl Barth observa: “A igreja tem seu lugar e opera entre Cristo e o mundo. Ela não é a mediadora da salvação; não é a salvadora do mundo; nem mesmo é uma comunidade redentora. Mas ela conhece e torna conhecido o Salvador e a salvação”. Isso acontece quando o corpo trabalha em união, e cada um vivendo de modo condizente com a vocação e chamado que receberam.

            Por isso, a tarefa da Igreja é ser unidade. Isso se dá e acontece a partir do chamado e vocação que cada um recebeu de Deus: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, e até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro ou levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda a junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” (Ef 4.11-16).

            Paulo nos explica o motivo de viver de acordo com as quatro graças ou virtudes: Humildade, mansidão, longanimidade e suportando-vos uns aos outros em amor. Cada uma destas características são dons divinos concedidos pelo Espírito Santo aos seguidores de Cristo. Desta forma, o chamado para que andeis de modo digno da vocação que fostes chamados, é um chamado para conduzir a vida com a imagem de Cristo, para viver em santidade e justiça entre os homens, com o fim de alcançar a unidade, o crescimento do corpo e a edificação de si mesmo em amor.

            Aqui se torna de suma importância a exortação paulina: suportando-vos uns aos outros em amor. Esse é o trabalho prático de um espírito paciente, no qual continuamos amando e respeitando os outros, apesar de suas faltas e fraquezas.

Ao mesmo tempo, diante das diferenças nos dons, nos conhecimentos e nas vivências, é natural haverem tensões e conflitos que surgem na comunidade cristã. Contudo, “A harmonia na irmandade, que é o precursor da harmonia universal, é mantida apenas na medida em que todos os cristãos praticam as virtudes aqui mencionadas”. Ou seja, cada cristão busca viver sua vida conforme a exortação de Paulo que orienta para vivermos em Humildade, mansidão, longanimidade e suportando-vos uns aos outros em amor.

Ora, pois, todos nós recebemos o apelo para a unidade. Esta é a forma de fazer com que todo o corpo trabalhe por um objetivo comum, pela comunidade, e pelo lema: Cristo para todos. Esse trabalho se fomenta pela Grande Unidade que é Deus. “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos” (Ef 4.6). E é o próprio Deus que concedeu dons diferentes a cada cristão, com o intuito de fazer o corpo trabalhar em unidade. Através de Cristo todos os povos do mundo se tornaram um só. Contudo, através desta uniformidade de Deus ao conceder os dons para o serviço, encontramos a origem da diversidade na distribuição dos dons.

Por que Deus faz isso? Deus faz isso para proporcionar um aperfeiçoamento na obra do ministério. Como vemos nas palavras de Paulo: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros somos-o-corpo-de-cristopara pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.11-12).

Queridos amigos e irmãos em Cristo Jesus, todos nós fazemos parte do corpo de Cristo, que é a união de todos aqueles que creem em Jesus Cristo. Por sua vez, cada um de nós está aqui para viver segundo o chamado que recebeu servindo como membro do corpo de Cristo.

Isso é obra de Deus e do Espírito Santo, e não de homens. Sendo que a verdadeira unidade é interior. O meio para isso é o ensino e a pregação da Palavra de Deus. Quando Cristo está sentado no trono do coração, a igreja é unida. Que Deus permita tal união por intermédio do seu Santo Espírito. Assim seja. Amém.

Bíblia Sagrada Almeida Revista e Atualizada, SBB, 2012.

Bíblia Sagrada Nova Tradução na Linguagem de Hoje, SBB, 2000.

Comentário Bíblico Beacon, Gálatas a Filemom, CPAD, 2006.

Léxico Grago-Português. Louw-Nida, SBB, 2013.

Novo Testamento Interlinear, SBB, 2004.

Podemos ser mais irmãos.


Podemos ser mais irmãos.

A liberdade é uma realidade que está à disposição das pessoas. Apesar disso, são poucas as pessoas que de fato podem ser encontradas livres, pois é comum nos prendermos diante de situações que a vida nos impõe. Pessoas vivem aprisionadas nos vícios que o mundo sugere ou que se encontra com facilidade, sejam drogas lícitas ou ilícitas. talvez relacionados com a internet, com compras ou mesmo em um ‘mundinho’ que se cria ao longo da vida. através das influências que sofremos e que nos privam da possibilidade de agirmos como irmãos, que de fato somos.

O vício aprisiona, pois é um hábito ruim que é repetido constantemente. A Bíblia Sagrada entende o vício como pecado, uma ação que desvirtua o ser humano causando problemas à sua vida, e que tem como consequência a condenação, a vergonha eterna. A fim de instrução, a Bíblia Sagrada orienta: “Fomos libertos para que nós sejamos realmente livres. Continuem firmes como pessoas livres e não se tornem escravos novamente” (Gl 5.1).

A liberdade é um dom de Deus que está à disposição de todas as pessoas, afinal, Deus não faz distinção, mas trata a todos igualmente, sejam judeus ou não-judeus. Ele se coloca a disposição de todos, assim como faz o sol nascer e irradiar sua luz sobre todos, assim também abençoa igualmente a todos. Do mesmo modo, enquanto irmãos, temos como compromisso cuidar das necessidades uns dos outros, diante da abundância a partilha, como nós encontramos registrado nas Sagradas Letras “Mas para igualdade; neste tempo presente, a sua abundância complete a falta dos outros, para que também a sua fartura abasteça a sua falta, e haja igualdade” (2Co 8.14). Sim, todos nós somos iguais aos olhos de Deus, por isso mesmo podemos agir mais como irmãos, inspirados pelos ensinos que vêm do alto. Até porque, a acepção de pessoas é uma constatação de que não estamos livres, mas presos a preconceitos, a vícios desumanos e que não são inspirados pelo Criador. Mas quem está próximo a Deus partilha seus dons igualmente a todos. Temos falta de certas coisas, mas abundância de outras. É assim que partilhando entre irmãos, crescemos, e nos fortalecemos. Pois podemos suprir as necessidades uns dos outros

Afinal de contas, a partilha é um dom de Deus relacionado ao amor, e somente pode amar, de fato, aquele que conhece a Deus e que recebe seu amor. Por isso precisamos dar ouvidos às palavras do apóstolo do amor, e junto a ele deixar que o amor flua em nossa vida através da prática de tudo que é bom e virtuoso, conforme inspiração de Deus, para o bem daqueles que foram criados à imagem e semelhança do Criador. Por isso “Queridos amigos, amemos uns aos outros porque o amor vem de Deus. Quem ama é filho de Deus e conhece a Deus” (1Jo 4.7).

Ser irmão é viver na luz, e amar o irmão é permanecer na luz, conforme afirma o apóstolo do amor “Quem afirma estar na luz, mas não ama seu irmão, continua nas trevas. Mas quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço” (1Jo 2.9-10). Sendo assim, busquemos amar nosso irmão seguindo o conselho de Pedro: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas nos tornemos co-participantes da natureza divina, livrando-nos da corrupção das paixões que há no mundo, por isso mesmo, reunindo toda a nossa diligência, associemos com a fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor” (1 Pe 2.3-7). Ou seja, sejamos mais irmãos.