Archive for the ‘Notícias e política’ Category

Acreditar em Deus e Ajudar o Próximo


Tema: Acreditar em Deus e Ajudar o próximo.

Itapema 27/08/2016

Régis Duarte Müller

15° Dom Ap Pentecostes – 27/08 a 03/09/2016      

Textos Bíblicos: Sl 131; Pv 25.2-10; Hb 13.1-17; Lc 14.1-14

 

Estamos vivendo dias de política. Candidatos à Prefeitura e câmara dos vereadores estão pedindo que confiemos nosso voto, pois dizem que são pessoas de confiança, e por isso, merecem o voto. Prometem que vão ajudar o próximo, se comprometem a ajudar os desfavorecidos, necessitados, e a resolver os problemas que a cidade possui.

Ajudar o próximoÉ possível que muitos sejam realmente confiáveis, mas não estamos aqui para julgar os candidatos, suas promessas, caráter, competência, e ainda se é ou não digno de confiança. Queremos falar a respeito da importância de acreditar em Deus e ajudar o próximo.

Muitos dizem que vão entrar na política para ouvir e atender as necessidades do povo. Contudo, não é preciso ser prefeito ou vereador para isso. Mesmo sem assumir um cargo público, nós temos compromisso com o próximo, como dizem as sagradas Escrituras: “Não deixem de fazer o bem e de ajudar uns aos outros, pois são esses os sacrifícios que agradam a Deus” (Hb 13.16).

Isso significa ser hospitaleiro, ajudar o próximo em suas necessidades, viver uma vida matrimonial fiel, saber usar o dinheiro, pois o amor é demonstrado na vida prática, seguindo os exemplos dos líderes do passado.

Não é apenas aquele que toma posse de um cargo público que tem deveres sociais, mas aquele que possui o título de cristão e seguidor de Cristo também tem. Ora, pois, como cristãos, temos responsabilidades e compromissos com o próximo, tanto em sua vida pessoal/material, como também em sua vida espiritual.

No entanto, qual tem sido o nível de preocupação que dispomos às necessidades do próximo: Alta, média ou baixa? Ou quem sabe: Sempre, ás vezes ou nunca? O que tenho feito pelo meu próximo em sua vida pessoal, material, intelectual ou espiritual?

Como diz Paulo ao jovem pastor Timóteo: “Se alguém não cuida dos seus, especialmente dos de sua própria família, este tem negado a fé e se tornou pior que um descrente” (1Tm 5.8).

Uma atitude assim é resultado da avareza, da riqueza mal empregada, de se dispor a cuidar Avarezaapenas dos próprios interesses, e diante disso corremos o grave risco de esmorecer a fé. Muitas vezes, ansiando os melhores lugares nas festas e na sociedade, abrimos mão do melhor lugar que já recebemos: Nosso lugar bem especial no céu, cuidado e preparado pelo próprio Jesus.

Portanto, ajudar o próximo é uma responsabilidade cristã, e não fazê-lo significa receber o juízo de Deus e perder o nome de filho de Deus que Ele próprio concedeu aos crentes. Quando deixamos de ajudar o próximo nós pecamos contra os Mandamentos de Deus. De modo que não devemos agir assim, mas antes: “devemos ajuda-lo e favorece-lo em todas as necessidades corporais, ajuda-lo a melhorar e conservar os seus bens e o seu meio de vida, falar bem dele e interpretar tudo da melhor maneira” (Explicação do 5°, 7° e 8° mandamentos).

Quando não nos importamos com as necessidades do próximo, estamos sujeitos ao juízo de Deus e ao castigo eterno. Por outro lado, ajudar o próximo é verdadeira e sincera demonstração de fé e de amor, como afirma o apóstolo Tiago: “Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé” (Tg 2.18).

A fim de que tivéssemos exemplos e orientação, Deus nos deixou guias espirituais, deixou trabalho em equipeo exemplo dos primeiros líderes espirituais e do próprio Jesus, que é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb 13.7). Além do mais, Ele próprio disse: “Eu nunca os deixarei e jamais os abandonarei” (Hb 13.5).

Deus é fiel, e por isso repetimos ao final das nossas refeições: “Agradecemos ao Senhor porque Ele é bom e seu amor dura para sempre”. Por causa do seu amor e misericórdia, Deus nos concedeu conhecimento, sabedoria, bens e toda sorte de bênçãos, materiais e espirituais. De modo que, por tudo isso, e por causa da fé em Jesus Cristo, o qual conquistou a cidade eterna, ofertemos a Deus sacrifícios de louvor (Hb 13.15).

Queridos amigos e irmãos. Jesus Cristo conquistou por nós o perdão, a vida e a salvação. Por isso, a coisa mais importante de nossa vida (a vida eterna) não pode ser comprada ou adquirida, nem mesmo podemos escolher o lugar que vamos ficar. Contudo, por tudo que Cristo fez em nosso lugar, podemos acreditar em Deus e escolher ajudar o próximo. Sendo assim, ouçamos o que Deus nos orienta fazer, e pratiquemos com alegria esta obra de fé e de amor. A saber: “Não deixem de fazer o bem e de ajudar uns aos outros, pois são esses os sacrifícios que agradam a Deus” (Hb 13.16). Que assim seja. Amém.

 

 

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A Verdade que Liberta!


Tema: A Verdade que Liberta!

Itapema – Bom Caminho 02/11/2013

Régis Duarte Müller

Dia da Reforma – 31/10 a 10/11/2013

      

Textos Bíblicos: Salmo 46; Apocalípse 14.6-7; Romanos 3.19-28; João 8.31-36

A liberdade é uma das grandes conquistas dos povos e das pessoas. Liberdade para escolher, liberdade para demonstrar nossa fé, liberdade de expressão. Liberdade para viver, enfim.

Dentro do contexto histórico nós temos vários ícones e símbolos relacionados à liberdade. A estátua da liberdade é um deles, que dentro da história dos Estados Unidos, significa sua independência. A estátua da Liberdade foi um presente da França aos EUA no centenário da estatua_da_liberdadesua independência, no ano de 1876, após conquistarem a independência/liberdade ao vencerem os ingleses (http://www.infoescola.com/curiosidades/estatua-da-liberdade/).

No Brasil também temos um fato histórico que denota liberdade, a saber, a conquista da liberdade dos escravos. O fim da escravatura se deu no ano de 1888, com a assinatura da Lei Áurea, pela princesa Isabel (http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/conquista-da-liberdade-dos-escravos/).

Mesmo com muitas conquistas, a Liberdade sempre é assunto na política, nas escolas e nos mais variados ambientes. Recentemente acompanhamos discussões em que a Liberdade de políticos e instituições foram afetadas por espionagens.

Contudo, por mais que as pessoas busquem a liberdade, elas nunca encontrarão neste mundo a verdadeira liberdade. Mas nem sempre as pessoas conseguem compreender isso, como foi o caso dos judeus que creram em Jesus.

Jesus disse assim: “Se vocês continuarem a obedecer aos meus ensinamentos, serão, de fato, meus discípulos e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (Jo 8.31-32).

Mas vejam, os Judeus eram descendentes de Abraão, eles nunca foram escravos, porque precisavam ser libertos? O que Jesus estava dizendo não tinha sentido para eles. No entanto, eles estavam pensando na liberdade física – liberdade como a que foi conquistada pelos americanos e pelos escravos brasileiros.

Jesus, porém, estava falando da escravidão espiritual. Jesus dá o recado. Ele avisa: Se não permanecerem firmes na Palavra; em seus ensinos, não poderão escapar da escravidão – mesmo que eles não a reconheçam (Myer, Pearlman, p.102). Ou seja, tal escravatura se dá sem nosso consentimento, ela é velada, mas vive dentro de nós.

É bem verdade que todos nós damos muita importância para a liberdade. Por exemplo, quando jovens, em nossa adolescência, queremos a liberdade dos pais – fazer o que quiser, ter o próprio dinheiro, assim vai. Logo crescemos e almejamos vários tipos de liberdade – mas será que buscamos a verdadeira liberdade – Ou seja, a Liberdade Espiritual?

Ou Será que nós pensamos como os Judeus? Será que pensamos que nossa descendência é suficiente e, portanto, não somos escravos? Nosso orgulho muitas vezes é grande, pensamos que um nome é suficiente.

Bom, Podemos até pensar assim, mas estaremos errados! Pois todos nós somos escravos do pecado e precisamos que o Filho nos dê a liberdade da família de Deus (34-36).

Como escravos, não fazemos parte da família de Deus, mas o filho sempre faz parte da família. E por isso, somente ele pode nos libertar. Para tanto, Jesus nos mostra que somos pecadores, que precisamos buscar a verdade, e assim – pela verdade – sermos libertos da escravidão do pecado. Escravidão esta que pode nos causar dor e sofrimento, consequentemente: a Morte.

O resultado do pecado é duro e sua consequência terrível. É por isso que Jesus quer nos falar a verdade, para que a gente saiba que somos escravos e que precisamos ser libertos. Somente a Palavra de Deus, que apresenta a verdade, pode nos dar o verdadeiro conhecimento. É esse conhecimento que resulta em liberdade.

Ora, como vemos, Jesus faz da liberdade um assunto muito importante, porque APENAS A VERDADE PODE NOS LIBERTAR! (v.32). Mas que verdadeverdade é essa? Essa verdade é que somente acreditando em Jesus poderemos ser salvos.

Essa é a grande mensagem da Reforma Protestante. Essa é a grande Mensagem de Deus. Ora, nós somos salvos pela fé, por causa da graça de Deus revelada em sua Palavra. Sendo assim, todos que acreditam que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus – serão salvos.

Uma vez libertos por Jesus, passamos a ter uma nova vida. Agora sim, somos eleitos – ou seja, LIVRES (ελεύθερος). Sendo assim, a GRAÇA de Deus, revelada em Jesus Cristo, nos torna LIVRES pela FÉ.

Tal LIBERDADE, tal GRAÇA e tal FÉ apenas podem ser recebidas pela PALAVRA. É a PALAVRA que gera a FÉ; é a PALAVRA que apresenta a GRAÇA de Deus; Esta PALAVRA é a VERDADE que LIBERTA.

Jesus_a_verdade_que_libertaAgora, contudo, o Apóstolo Paulo nos diz: “Assim sendo, vocês podem obedecer ao pecado, que produz a morte, ou podem obedecer a Deus e ser aceitos por ele. Mas damos graças a Deus porque vocês, que antes eram escravos do pecado, agora já obedecem de todo o coração às verdades que estão nos ensinamentos que receberam. Vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos/servos de Deus para fazer o que é direito” (Rm 6.16-18).

Portanto, tudo isso nos leva à seguinte conclusão: Precisamos confessar nossos pecados e confiar no amor de Deus revelado em seu Filho. Afinal, “se dissermos que não temos pecado (que não somos escravos), enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Mas, se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (ou seja, nos libertar)” (1Jo 1.8).

Sendo assim, que Deus possa tornar sua VERDADE viva em nossa mente e em nosso coração. E assim, Jesus, que é a Verdade, liberte-nos da escravidão do pecado. Pois JESUS É A VERDADE QUE LIBERTA! Amém.

E Agora?


E agora?

 E se agora você precisa tomar uma decisão, ir para algum lado? Ou até mesmo ficar parado –  o que também é uma escolha. Manter o emprego ou procurar outro? Trocar de carro ou não? Está na hora de ter um filho? E se eu trocasse de curso na faculdade?

Tomada-de-decisão-E agora?

Escolher não é fácil, mas é inevitável. Até não escolher já é uma escolha, portanto, estamos o tempo todo tomando decisões. Ou deixando os outros tomarem por nós, o que significa que concordamos com aquilo que for decidido.

Deus nos deu capacidade de fazermos escolhas, e é agora que elas acontecem. E têm reflexos no amanhã. Só não podemos esquecer de algo fundamental nesta situação: qualquer escolha gera duas opções, acertar, que é o que mais queremos, e errar, que é o que não desejamos. Não podemos nos cobrar cem por cento de acerto. E não podemos nos crucificar pela porcentagem de erros. Isso vai acontecer. Lembrar disso nos dá mais tranquilidade para decidir, mais alegria no acertar e ombros mais largos para, se necessário, carregar os equívocos.

E, se agora você está diante de uma escolha muito importante em sua vida, é importante lembrar: seja qual for o resultado dela, enquanto você permanecer na fé, a escolha de Deus não muda: estar ao seu lado sempre.

Quem é o Instrutor?


Quem é o instrutor?

 

O problema daquele instrutor de parapente não foram as nuvens lá do alto, mas as nuvens aqui debaixo. O vídeo, que foi divulgado nos jornais de TV, mostra o desespero no voo do parapente perdido no meio da neblina no Rio de Janeiro. O instrutor tenta tranquilizar o turista, mas logo confessa que está perdido no nevoeiro e começa a rezar. Eles poderiam bater numa rocha, cair no mar, perder a vida. Felizmente conseguem sair da neblina e pousar. O instrutor sabia que em dias nublados não se voa, mas a soberba lhe estufou o peito e custou o emprego.

parapente

Lembrei desta ousadia inconsequente ao meditar nas palavras de Jesus, que estão no Evangelho da liturgia da igreja no próximo Domingo: “Porque quem se engrandece será humilhado” (Lucas 14.11). No original grego da Bíblia, engrandecer-se vem da raiz “uphos”, que literalmente significa neblina, nuvem. A pessoa orgulhosa, arrogante, que se exalta, ela se lança de forma atrevida nas nuvens da presunção. Na névoa da soberba não enxerga mais nada, além dela mesma. E acontece então exatamente isto que está registrado neste vídeo: o desespero diante dos contratempos.

Os dias são de arrogância. Semana passada um aluno de escola ficou na frente do meu carro em movimento, como que dizendo: Eu sou o dono da rua, daqui eu não saio. Falta humildade, submissão, modéstia neste mundo virtual e real dos jogos eletrônicos que ensinam a matar e ganhar; nesta vida competitiva do emprego, da projeção, da prosperidade, do sucesso até mesmo em nome de Jesus. O ser humano não mudou, a soberba é a mesma desde os tempos de Caim. O que mudou são os meios cada vez mais eficazes para eliminar os “adversários” e o domínio da propaganda que vende ostentação e vaidade. Por isto, é bom conhecer os instrutores antes de nos aventurarmos no desconhecido. Se queremos voos tranquilos, aqui e depois, o convite vem de Jesus: “Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde” (Mateus 11.29).

  

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Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

29 de agosto de 2013

Desabafo da Professora


Desabafo da professora

 

Depois de ler o artigo “Incêndio nas escolas”, uma professora me enviou um e-mail com um desabafo comovente. Graduada em psicologia e educação, ela reconhece que “há um enfraquecimento das figuras de autoridade, inclusive no ambiente escolar”, e admite desânimo: “Convivo diariamente com muitas professoras que contam as horas para terminar o dia, vibram quando tem um feriado na semana e sabem quantos anos e dias faltam para se aposentar. A impressão é que não aguentam mais e estão fugindo da tortura. Perdeu-se o gosto. Tenho me questionado: Por que? O que está acontecendo para o professor encarar como árduo o seu dia e desejar preencher tão rápido as lacunas do tempo de sua aposentadoria? Talvez porque sua carga tem sido demais – ter que ser pai e mãe, profeseducar, separar as brigas e ainda assim, ouvir desacato e muitas vezes acusado pelas famílias de incapaz, mal profissional, culpado pela deficiente aprendizagem do filho, entre outros despautérios”.

É lamentável ler isto. Pouco adianta investir no ensino com os royalties do petróleo ou outra coisa, sem um ambiente de respeito na escola. Esta educação depende do pai e da mãe. Após advertir: “Filhos, o dever cristão de vocês é obedecer ao seu pai e a sua mãe”, a Bíblia lembra: “Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que faça com que eles fiquem irritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e os ensinamentos cristãos” (Efésios 6). Por que as crianças estão irritadas, iradas, desobedientes? Por falta do “não”, da censura, da disciplina. Já diziam: “Eduque a criança no caminho que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele” (Provérbios 22.6). Não pelo autoritarismo e violência – coisa do pai da desobediência, o Diabo, mas pela autoridade e amor que vem de Deus. “Tenho me questionado e procurado uma luz”, lamenta a professora, “pois conviver assim, neste nível de insatisfação e estresse só desqualifica a educação e traz adoecimento da classe”. Que possamos encontrar esta luz!

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22 de agosto de 2013

Um Bom Pai!


Um bom pai

           

Ser um bom pai é complicado neste mar de predadores que preferem atacar os filhotes. Por serem frágeis, indefesos, inocentes, o pai tem que ser forte, prevenido, esperto. Um dia eles crescem, mas até lá é preciso prover casa, comida, saúde, estudo, defender das drogas, dos bandidos, das más companhias. E não fica só nisto quando há os inimigos espirituais. Algo parecido com a história do peixe que fica viúvo e tem que cuidar o filho Nemo contra os perigos do mar. Certo dia o peixinho desobedece, se afasta do pai, cai na rede e termina num aquário. “Procurando Nemo” é o título deste famoso desenho animado que tem final feliz e uma grande lição.

 nemo

A Bíblia compara a maldade com o mar e promete que esta imensidão hostil vai desaparecer no novo céu e na nova terra. Por isto recomenda: “Escute o seu pai, pois você lhe deve a vida”. Mas, e se o pai aqui não escuta o Pai de lá? Filho de peixe peixinho é, ou, filho de cobra cobrinha é.Por isto as palavras: “No caminho dos maus existem armadilhas e dificuldades; quem dá valor à vida se afasta deles. Eduque a criança no caminho em que deve andar e até o fim da vida não se desviará dele” (Provérbios 22.5,6).  No meio disto surge o grande mandamento: “Respeite o seu pai e a sua mãe para que você viva muito tempo na terra”.

É uma coisa lógica: filho que respeita os pais vive mais tempo na terra. Também é uma coisa lógica: quem respeita a Deus vive a eternidade no céu. Foi pensando nisto que Jesus perguntou:  “Qual é o pai capaz de dar uma cobra ao seu filho quando ele pede um peixe?” Diz isto após ensinar a oração do Pai Nosso com petições que englobam tudo aquilo que é necessário para o espírito e para o corpo. Por isto a insistência do Salvador: “Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai, que está no céu, dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem” (Lucas 11.13).  Neste mar infestado de ameaças, ter o Espírito de Deus é tudo o que um pai precisa para dar peixes aos seus preciosos filhos.

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8 de agosto de 2013

Unha-de-Fome


Unha-de-fome

Considerado o homem mais rico do Brasil e o oitavo do mundo há dois anos atrás, Eike Batista não escondia o desejo de ser o primeiro na lista mundial até 2015. Mas nos últimos meses perdeu 90% da sua fortuna e está endividado até o pescoço. Ser rico não é pecado, mas bênção divina. O erro é a avareza, a ganância, o desejo desvairado de acumular. No Evangelho do próximo Domingo na liturgia cristã, Jesus alerta: “Tenham cuidado com todo o tipo de avareza porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, avarezamesmo que sejam muitas” (Lucas 12.15). Para ilustrar, o Salvador conta a história de um homem rico, que depois de guardar as colheitas nos depósitos, disse para si mesmo: “Homem feliz! Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse, coma, beba e alegre-se” (Lucas 12.19). E como acontece na vida de qualquer unha-de-fome, o final aqui é triste: “Mas Deus lhe disse: Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?”.

Um dos problemas da riqueza é a briga entre os irmãos, a despesa com advogados, o direito das amantes etc. Por isto a tolice de guardar. Mas o maior problema é a porta do céu. Jesus diz na conclusão da história acima: “Isto é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos”. Em outro momento afirmou que é mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no céu. Referiu-se ao jovem rico e religioso (Mateus 19) que acreditava ter uma cadeira cativa no céu pelos méritos de suas ofertas à igreja e práticas morais, enquanto jogava no lixo o tesouro da salvação – o próprio Cristo. Mas o Salvador já tinha exclamado na montanha: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Percebe-se assim que o pior unha-de-fome é aquele que acumula ações no banco das obras humanas e tenta ficar na lista dos mais ricos no céu. Esta riqueza um dia terá 100% de desvalorização.

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1 de agosto de 2013