Archive for the ‘Devoção’ Category

Acreditar em Deus e Ajudar o Próximo


Tema: Acreditar em Deus e Ajudar o próximo.

Itapema 27/08/2016

Régis Duarte Müller

15° Dom Ap Pentecostes – 27/08 a 03/09/2016      

Textos Bíblicos: Sl 131; Pv 25.2-10; Hb 13.1-17; Lc 14.1-14

 

Estamos vivendo dias de política. Candidatos à Prefeitura e câmara dos vereadores estão pedindo que confiemos nosso voto, pois dizem que são pessoas de confiança, e por isso, merecem o voto. Prometem que vão ajudar o próximo, se comprometem a ajudar os desfavorecidos, necessitados, e a resolver os problemas que a cidade possui.

Ajudar o próximoÉ possível que muitos sejam realmente confiáveis, mas não estamos aqui para julgar os candidatos, suas promessas, caráter, competência, e ainda se é ou não digno de confiança. Queremos falar a respeito da importância de acreditar em Deus e ajudar o próximo.

Muitos dizem que vão entrar na política para ouvir e atender as necessidades do povo. Contudo, não é preciso ser prefeito ou vereador para isso. Mesmo sem assumir um cargo público, nós temos compromisso com o próximo, como dizem as sagradas Escrituras: “Não deixem de fazer o bem e de ajudar uns aos outros, pois são esses os sacrifícios que agradam a Deus” (Hb 13.16).

Isso significa ser hospitaleiro, ajudar o próximo em suas necessidades, viver uma vida matrimonial fiel, saber usar o dinheiro, pois o amor é demonstrado na vida prática, seguindo os exemplos dos líderes do passado.

Não é apenas aquele que toma posse de um cargo público que tem deveres sociais, mas aquele que possui o título de cristão e seguidor de Cristo também tem. Ora, pois, como cristãos, temos responsabilidades e compromissos com o próximo, tanto em sua vida pessoal/material, como também em sua vida espiritual.

No entanto, qual tem sido o nível de preocupação que dispomos às necessidades do próximo: Alta, média ou baixa? Ou quem sabe: Sempre, ás vezes ou nunca? O que tenho feito pelo meu próximo em sua vida pessoal, material, intelectual ou espiritual?

Como diz Paulo ao jovem pastor Timóteo: “Se alguém não cuida dos seus, especialmente dos de sua própria família, este tem negado a fé e se tornou pior que um descrente” (1Tm 5.8).

Uma atitude assim é resultado da avareza, da riqueza mal empregada, de se dispor a cuidar Avarezaapenas dos próprios interesses, e diante disso corremos o grave risco de esmorecer a fé. Muitas vezes, ansiando os melhores lugares nas festas e na sociedade, abrimos mão do melhor lugar que já recebemos: Nosso lugar bem especial no céu, cuidado e preparado pelo próprio Jesus.

Portanto, ajudar o próximo é uma responsabilidade cristã, e não fazê-lo significa receber o juízo de Deus e perder o nome de filho de Deus que Ele próprio concedeu aos crentes. Quando deixamos de ajudar o próximo nós pecamos contra os Mandamentos de Deus. De modo que não devemos agir assim, mas antes: “devemos ajuda-lo e favorece-lo em todas as necessidades corporais, ajuda-lo a melhorar e conservar os seus bens e o seu meio de vida, falar bem dele e interpretar tudo da melhor maneira” (Explicação do 5°, 7° e 8° mandamentos).

Quando não nos importamos com as necessidades do próximo, estamos sujeitos ao juízo de Deus e ao castigo eterno. Por outro lado, ajudar o próximo é verdadeira e sincera demonstração de fé e de amor, como afirma o apóstolo Tiago: “Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé” (Tg 2.18).

A fim de que tivéssemos exemplos e orientação, Deus nos deixou guias espirituais, deixou trabalho em equipeo exemplo dos primeiros líderes espirituais e do próprio Jesus, que é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb 13.7). Além do mais, Ele próprio disse: “Eu nunca os deixarei e jamais os abandonarei” (Hb 13.5).

Deus é fiel, e por isso repetimos ao final das nossas refeições: “Agradecemos ao Senhor porque Ele é bom e seu amor dura para sempre”. Por causa do seu amor e misericórdia, Deus nos concedeu conhecimento, sabedoria, bens e toda sorte de bênçãos, materiais e espirituais. De modo que, por tudo isso, e por causa da fé em Jesus Cristo, o qual conquistou a cidade eterna, ofertemos a Deus sacrifícios de louvor (Hb 13.15).

Queridos amigos e irmãos. Jesus Cristo conquistou por nós o perdão, a vida e a salvação. Por isso, a coisa mais importante de nossa vida (a vida eterna) não pode ser comprada ou adquirida, nem mesmo podemos escolher o lugar que vamos ficar. Contudo, por tudo que Cristo fez em nosso lugar, podemos acreditar em Deus e escolher ajudar o próximo. Sendo assim, ouçamos o que Deus nos orienta fazer, e pratiquemos com alegria esta obra de fé e de amor. A saber: “Não deixem de fazer o bem e de ajudar uns aos outros, pois são esses os sacrifícios que agradam a Deus” (Hb 13.16). Que assim seja. Amém.

 

 

Sermão: Transfiguração do Senhor


Transfiguração do Senhor

Régis Duarte Müller

02/03/2014

Testemunhas de Cristo.

Testemunhas são importantes nas mais diversas situações. Existem testemunhas de casamento; de um delito; Testemunhas oculares. Mas todos são importantíssimos e necessários. Por exemplo: A testemunha de um crime poderá ajudar a resolver uma investigação e condenar aquele que é culpado. No casamento, elas assinam em cartório para legitimar o ato. Mas o fato é que, indiferente do motivo, testemunhas são sempre importantes.

Há muito tempo atrás, algumas testemunhas foram importantíssimas para que hoje nós tivéssemos a revelação verdadeira e concreta da Palavra de Deus. Muitas foram às vezes em que as pessoas presenciaram os feitos de Cristo, mas o fato que mais chama a atenção é referente à Transfiguração do Senhor. Diante deste fato, Pedro, Tiago e João puderam ser testemunhas oculares.

A Bíblia revela que diante dos apóstolos a aparência de Jesus mudou. O seu rosto ficou brilhante como o sol, e as suas roupas brancas como a luz. De repente uma voz do céu diz: “Este é meu Filho querido, que me dá muita alegria”. Os discípulos que estavam morrendo de medo ficaram ainda mais assustados.

Não é para menos, qualquer um de nós ficaria com medo diante deste acontecido, ficaria apavorado. Aqueles discípulos estavam presenciando toda glória e poder de Cristo. Nós também ficaríamos com medo.

O fato aqui, não é o medo, mas sim o testemunho dos discípulos em favor do Cristo que é Deus verdadeiro, junto com o Pai e o Espírito Santo. Esta é a ordem que o próprio Deus dá, quando diz: “Este é meu Filho querido, que me dá muita alegria” ou em outra linguagem: “Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.

Escutai-o. A revelação dos discípulos de Jesus referente ao testemunho do que viram e ouviram é: Escutai-o.

A triste verdade é que muitos não creem no Messias, no Salvador transfigurado. Outros ainda esperam a vinda de um Messias. Para tantos, Cristo é apenas como um exemplo a ser seguido, um bom homem. Estas pessoas carecem de ouvir a pregação da Palavra, carecem ouvir a mensagem de perdão, pois estão seguindo caminhos sem direção.

Por isso as testemunhas são importantes. Para ajudar a falar de Cristo, pois ele é nosso ponto de referência, o Deus poderoso. Aqueles que vivem afastados desta fé, que não confiam em Cristo como redentor, transfigurado e cheio de poder estão Perdidos à beira de um abismo. O destino destas pessoas pode ser triste, pode ser da condenação eterna, pois elas não acreditam no Cristo como Deus de poder.

Nós cremos. Contudo, vivemos rodeados de tentações que querem nos convencer do contrário. Muitos acham que os mortos influenciam em suas vidas e por isso querem ouvi-los. Muitas pessoas não acreditam em Cristo como o suficiente salvador e por isso vivem com medo, vivem angustiados fazendo muitas obras para que Deus não os castigue. São pessoas que conhecem a Deus, não conhecem a Cristo.

Ora, pois, a instrução de Deus é para praticarmos os ensinos de Jesus e não os mortos, ou a qualquer outro. A luz que Pedro e os outros presenciaram, é a luz que nos tira das trevas, que nos mostra o caminho e as instruções de Deus. Jesus nos coloca diante de Deus, e Somente ele pode fazer isso. Fato que fica bem claro em todas as leituras deste dia.

O Salmo revela o Salvador do mundo que se tornaria conhecido por todos em todo seu poder. Diante deste fato ouvimos: “Adorem o SENHOR com temor. Tremam e se ajoelhem diante dele; …Felizes são aqueles que buscam a proteção de Deus 11, 12.

No texto do AT, Deus entrega os mandamentos a Moisés. Dentro deste contexto, o fato interessante e impressionante é o que vemos: v.16 e 17: “A glória de Deus desceu sobre o monte, e para os Israelitas a luz parecia um fogo que queimava lá no alto”.

Dessa forma podemos ter ideia do imenso poder de Deus. A sua glória e poder são tão imensos que criaram uma forte luz, interpretada pelo povo que testemunhou como se fosse um fogo que queimava lá do alto.

O trecho de Pedro conta a história das testemunhas da glória de Cristo. Os apóstolos presenciaram a poderosa vinda do Senhor Jesus Cristo com os próprios olhos. Deus Pai deu a Jesus Cristo toda honra e glória. “Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria!” Este fato lhes deu ainda mais confiança para acreditar nos profetas antigos, pois agora haviam visto e ouvido quem era realmente Jesus Cristo. Portanto, essa é a mensagem que vem do próprio Deus, a qual, nós escutamos e anunciamos ao mundo.

O Evangelho relata o episódio da Transfiguração em que a voz do Pai designa Jesus como seu “Filho bem-amado”, Aquele que devemos escutar. Aqui está todo o sentido da festa de hoje, da Transfiguração de Cristo: celebrar este instante de Luz pelo qual Jesus se deixa conhecer, contemplar a visão do Senhor transfigurado, escutar a sua mensagem, descer do monte e espalhar a Luz à nossa volta.

Dessa forma, quando nós escutamos a Palavra de Deus que é revelação, estamos sendo testemunhas de Cristo. Por isso nós anunciamos a mensagem. Falamos ao que vive nas trevas: ‘em Cristo temos a maravilhosa luz. A luz do amor, perdão e Salvação’.

Os relatos bíblicos nos confirmam que muitas pessoas puderam ver e ouvir os ensinamentos de Cristo. Outros, como Pedro, Tiago e João puderam ver todo poder e glória do Salvador Jesus. Em nossos dias temos o livro de Deus, a Santa Bíblia, que nos revela todas essas coisas. Logo, somos testemunhas de Cristo neste mundo por tudo que ela nos revela quando lemos e ouvimos as Sagradas Letras, pois o Salvador Jesus está vivo e Reina com Deus no céu.

Desta forma. Firme nas promessas do Senhor, e com a ajuda do Espírito Santo podemos ouvir a voz do Senhor. Podemos crer em Jesus Cristo e testemunhar o grande amor de Deus.

Quando nós ouvimos a Jesus temos vida em abundância, resultado da comunhão com o Pai e o Espírito Santo na palavra e sacramentos. Por isso, se você deixou de ouvir a Jesus e se meteu em muitos pecados, e agora está paralisado pelo medo, pela angústia, pela preocupação, olhe firme para a cruz de Jesus e ouça a sua voz a lhe dizer: “Ainda que os seus pecados são vermelhos como o carmesim, eles se tornarão brancos como a lã” (Is 1.18), pois “o sangue de Jesus, o Filho de Deus nos purifica de todo o pecado” (1Jo 1.7). Que assim seja. Amém.

A Verdade que Liberta!


Tema: A Verdade que Liberta!

Itapema – Bom Caminho 02/11/2013

Régis Duarte Müller

Dia da Reforma – 31/10 a 10/11/2013

      

Textos Bíblicos: Salmo 46; Apocalípse 14.6-7; Romanos 3.19-28; João 8.31-36

A liberdade é uma das grandes conquistas dos povos e das pessoas. Liberdade para escolher, liberdade para demonstrar nossa fé, liberdade de expressão. Liberdade para viver, enfim.

Dentro do contexto histórico nós temos vários ícones e símbolos relacionados à liberdade. A estátua da liberdade é um deles, que dentro da história dos Estados Unidos, significa sua independência. A estátua da Liberdade foi um presente da França aos EUA no centenário da estatua_da_liberdadesua independência, no ano de 1876, após conquistarem a independência/liberdade ao vencerem os ingleses (http://www.infoescola.com/curiosidades/estatua-da-liberdade/).

No Brasil também temos um fato histórico que denota liberdade, a saber, a conquista da liberdade dos escravos. O fim da escravatura se deu no ano de 1888, com a assinatura da Lei Áurea, pela princesa Isabel (http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/conquista-da-liberdade-dos-escravos/).

Mesmo com muitas conquistas, a Liberdade sempre é assunto na política, nas escolas e nos mais variados ambientes. Recentemente acompanhamos discussões em que a Liberdade de políticos e instituições foram afetadas por espionagens.

Contudo, por mais que as pessoas busquem a liberdade, elas nunca encontrarão neste mundo a verdadeira liberdade. Mas nem sempre as pessoas conseguem compreender isso, como foi o caso dos judeus que creram em Jesus.

Jesus disse assim: “Se vocês continuarem a obedecer aos meus ensinamentos, serão, de fato, meus discípulos e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (Jo 8.31-32).

Mas vejam, os Judeus eram descendentes de Abraão, eles nunca foram escravos, porque precisavam ser libertos? O que Jesus estava dizendo não tinha sentido para eles. No entanto, eles estavam pensando na liberdade física – liberdade como a que foi conquistada pelos americanos e pelos escravos brasileiros.

Jesus, porém, estava falando da escravidão espiritual. Jesus dá o recado. Ele avisa: Se não permanecerem firmes na Palavra; em seus ensinos, não poderão escapar da escravidão – mesmo que eles não a reconheçam (Myer, Pearlman, p.102). Ou seja, tal escravatura se dá sem nosso consentimento, ela é velada, mas vive dentro de nós.

É bem verdade que todos nós damos muita importância para a liberdade. Por exemplo, quando jovens, em nossa adolescência, queremos a liberdade dos pais – fazer o que quiser, ter o próprio dinheiro, assim vai. Logo crescemos e almejamos vários tipos de liberdade – mas será que buscamos a verdadeira liberdade – Ou seja, a Liberdade Espiritual?

Ou Será que nós pensamos como os Judeus? Será que pensamos que nossa descendência é suficiente e, portanto, não somos escravos? Nosso orgulho muitas vezes é grande, pensamos que um nome é suficiente.

Bom, Podemos até pensar assim, mas estaremos errados! Pois todos nós somos escravos do pecado e precisamos que o Filho nos dê a liberdade da família de Deus (34-36).

Como escravos, não fazemos parte da família de Deus, mas o filho sempre faz parte da família. E por isso, somente ele pode nos libertar. Para tanto, Jesus nos mostra que somos pecadores, que precisamos buscar a verdade, e assim – pela verdade – sermos libertos da escravidão do pecado. Escravidão esta que pode nos causar dor e sofrimento, consequentemente: a Morte.

O resultado do pecado é duro e sua consequência terrível. É por isso que Jesus quer nos falar a verdade, para que a gente saiba que somos escravos e que precisamos ser libertos. Somente a Palavra de Deus, que apresenta a verdade, pode nos dar o verdadeiro conhecimento. É esse conhecimento que resulta em liberdade.

Ora, como vemos, Jesus faz da liberdade um assunto muito importante, porque APENAS A VERDADE PODE NOS LIBERTAR! (v.32). Mas que verdadeverdade é essa? Essa verdade é que somente acreditando em Jesus poderemos ser salvos.

Essa é a grande mensagem da Reforma Protestante. Essa é a grande Mensagem de Deus. Ora, nós somos salvos pela fé, por causa da graça de Deus revelada em sua Palavra. Sendo assim, todos que acreditam que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus – serão salvos.

Uma vez libertos por Jesus, passamos a ter uma nova vida. Agora sim, somos eleitos – ou seja, LIVRES (ελεύθερος). Sendo assim, a GRAÇA de Deus, revelada em Jesus Cristo, nos torna LIVRES pela FÉ.

Tal LIBERDADE, tal GRAÇA e tal FÉ apenas podem ser recebidas pela PALAVRA. É a PALAVRA que gera a FÉ; é a PALAVRA que apresenta a GRAÇA de Deus; Esta PALAVRA é a VERDADE que LIBERTA.

Jesus_a_verdade_que_libertaAgora, contudo, o Apóstolo Paulo nos diz: “Assim sendo, vocês podem obedecer ao pecado, que produz a morte, ou podem obedecer a Deus e ser aceitos por ele. Mas damos graças a Deus porque vocês, que antes eram escravos do pecado, agora já obedecem de todo o coração às verdades que estão nos ensinamentos que receberam. Vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos/servos de Deus para fazer o que é direito” (Rm 6.16-18).

Portanto, tudo isso nos leva à seguinte conclusão: Precisamos confessar nossos pecados e confiar no amor de Deus revelado em seu Filho. Afinal, “se dissermos que não temos pecado (que não somos escravos), enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Mas, se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (ou seja, nos libertar)” (1Jo 1.8).

Sendo assim, que Deus possa tornar sua VERDADE viva em nossa mente e em nosso coração. E assim, Jesus, que é a Verdade, liberte-nos da escravidão do pecado. Pois JESUS É A VERDADE QUE LIBERTA! Amém.

E Agora?


E agora?

 E se agora você precisa tomar uma decisão, ir para algum lado? Ou até mesmo ficar parado –  o que também é uma escolha. Manter o emprego ou procurar outro? Trocar de carro ou não? Está na hora de ter um filho? E se eu trocasse de curso na faculdade?

Tomada-de-decisão-E agora?

Escolher não é fácil, mas é inevitável. Até não escolher já é uma escolha, portanto, estamos o tempo todo tomando decisões. Ou deixando os outros tomarem por nós, o que significa que concordamos com aquilo que for decidido.

Deus nos deu capacidade de fazermos escolhas, e é agora que elas acontecem. E têm reflexos no amanhã. Só não podemos esquecer de algo fundamental nesta situação: qualquer escolha gera duas opções, acertar, que é o que mais queremos, e errar, que é o que não desejamos. Não podemos nos cobrar cem por cento de acerto. E não podemos nos crucificar pela porcentagem de erros. Isso vai acontecer. Lembrar disso nos dá mais tranquilidade para decidir, mais alegria no acertar e ombros mais largos para, se necessário, carregar os equívocos.

E, se agora você está diante de uma escolha muito importante em sua vida, é importante lembrar: seja qual for o resultado dela, enquanto você permanecer na fé, a escolha de Deus não muda: estar ao seu lado sempre.

Quem é o Instrutor?


Quem é o instrutor?

 

O problema daquele instrutor de parapente não foram as nuvens lá do alto, mas as nuvens aqui debaixo. O vídeo, que foi divulgado nos jornais de TV, mostra o desespero no voo do parapente perdido no meio da neblina no Rio de Janeiro. O instrutor tenta tranquilizar o turista, mas logo confessa que está perdido no nevoeiro e começa a rezar. Eles poderiam bater numa rocha, cair no mar, perder a vida. Felizmente conseguem sair da neblina e pousar. O instrutor sabia que em dias nublados não se voa, mas a soberba lhe estufou o peito e custou o emprego.

parapente

Lembrei desta ousadia inconsequente ao meditar nas palavras de Jesus, que estão no Evangelho da liturgia da igreja no próximo Domingo: “Porque quem se engrandece será humilhado” (Lucas 14.11). No original grego da Bíblia, engrandecer-se vem da raiz “uphos”, que literalmente significa neblina, nuvem. A pessoa orgulhosa, arrogante, que se exalta, ela se lança de forma atrevida nas nuvens da presunção. Na névoa da soberba não enxerga mais nada, além dela mesma. E acontece então exatamente isto que está registrado neste vídeo: o desespero diante dos contratempos.

Os dias são de arrogância. Semana passada um aluno de escola ficou na frente do meu carro em movimento, como que dizendo: Eu sou o dono da rua, daqui eu não saio. Falta humildade, submissão, modéstia neste mundo virtual e real dos jogos eletrônicos que ensinam a matar e ganhar; nesta vida competitiva do emprego, da projeção, da prosperidade, do sucesso até mesmo em nome de Jesus. O ser humano não mudou, a soberba é a mesma desde os tempos de Caim. O que mudou são os meios cada vez mais eficazes para eliminar os “adversários” e o domínio da propaganda que vende ostentação e vaidade. Por isto, é bom conhecer os instrutores antes de nos aventurarmos no desconhecido. Se queremos voos tranquilos, aqui e depois, o convite vem de Jesus: “Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde” (Mateus 11.29).

  

pastor luterano

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Igreja Evangélica Luterana do Brasil

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29 de agosto de 2013

Desabafo da Professora


Desabafo da professora

 

Depois de ler o artigo “Incêndio nas escolas”, uma professora me enviou um e-mail com um desabafo comovente. Graduada em psicologia e educação, ela reconhece que “há um enfraquecimento das figuras de autoridade, inclusive no ambiente escolar”, e admite desânimo: “Convivo diariamente com muitas professoras que contam as horas para terminar o dia, vibram quando tem um feriado na semana e sabem quantos anos e dias faltam para se aposentar. A impressão é que não aguentam mais e estão fugindo da tortura. Perdeu-se o gosto. Tenho me questionado: Por que? O que está acontecendo para o professor encarar como árduo o seu dia e desejar preencher tão rápido as lacunas do tempo de sua aposentadoria? Talvez porque sua carga tem sido demais – ter que ser pai e mãe, profeseducar, separar as brigas e ainda assim, ouvir desacato e muitas vezes acusado pelas famílias de incapaz, mal profissional, culpado pela deficiente aprendizagem do filho, entre outros despautérios”.

É lamentável ler isto. Pouco adianta investir no ensino com os royalties do petróleo ou outra coisa, sem um ambiente de respeito na escola. Esta educação depende do pai e da mãe. Após advertir: “Filhos, o dever cristão de vocês é obedecer ao seu pai e a sua mãe”, a Bíblia lembra: “Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que faça com que eles fiquem irritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e os ensinamentos cristãos” (Efésios 6). Por que as crianças estão irritadas, iradas, desobedientes? Por falta do “não”, da censura, da disciplina. Já diziam: “Eduque a criança no caminho que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele” (Provérbios 22.6). Não pelo autoritarismo e violência – coisa do pai da desobediência, o Diabo, mas pela autoridade e amor que vem de Deus. “Tenho me questionado e procurado uma luz”, lamenta a professora, “pois conviver assim, neste nível de insatisfação e estresse só desqualifica a educação e traz adoecimento da classe”. Que possamos encontrar esta luz!

pastor luterano

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22 de agosto de 2013

Um Bom Pai!


Um bom pai

           

Ser um bom pai é complicado neste mar de predadores que preferem atacar os filhotes. Por serem frágeis, indefesos, inocentes, o pai tem que ser forte, prevenido, esperto. Um dia eles crescem, mas até lá é preciso prover casa, comida, saúde, estudo, defender das drogas, dos bandidos, das más companhias. E não fica só nisto quando há os inimigos espirituais. Algo parecido com a história do peixe que fica viúvo e tem que cuidar o filho Nemo contra os perigos do mar. Certo dia o peixinho desobedece, se afasta do pai, cai na rede e termina num aquário. “Procurando Nemo” é o título deste famoso desenho animado que tem final feliz e uma grande lição.

 nemo

A Bíblia compara a maldade com o mar e promete que esta imensidão hostil vai desaparecer no novo céu e na nova terra. Por isto recomenda: “Escute o seu pai, pois você lhe deve a vida”. Mas, e se o pai aqui não escuta o Pai de lá? Filho de peixe peixinho é, ou, filho de cobra cobrinha é.Por isto as palavras: “No caminho dos maus existem armadilhas e dificuldades; quem dá valor à vida se afasta deles. Eduque a criança no caminho em que deve andar e até o fim da vida não se desviará dele” (Provérbios 22.5,6).  No meio disto surge o grande mandamento: “Respeite o seu pai e a sua mãe para que você viva muito tempo na terra”.

É uma coisa lógica: filho que respeita os pais vive mais tempo na terra. Também é uma coisa lógica: quem respeita a Deus vive a eternidade no céu. Foi pensando nisto que Jesus perguntou:  “Qual é o pai capaz de dar uma cobra ao seu filho quando ele pede um peixe?” Diz isto após ensinar a oração do Pai Nosso com petições que englobam tudo aquilo que é necessário para o espírito e para o corpo. Por isto a insistência do Salvador: “Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai, que está no céu, dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem” (Lucas 11.13).  Neste mar infestado de ameaças, ter o Espírito de Deus é tudo o que um pai precisa para dar peixes aos seus preciosos filhos.

pastor luterano

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8 de agosto de 2013