Tempero para a Vida.


Tema: O Tempero para a Vida.

Itapema – Bom Caminho 26/09/2015

Régis Duarte Müller

18° Domingo Ap Pentecostes – 26/09 a 03/10/2015

      

Textos Bíblicos: Salmo 104.27-35; Números 11.4-6, 10-16, 24-29; Tiago 5.(1-12)13-20; Marcos 9.38-50

            prato saborosoCada alimento que preparamos na cozinha tem uma receita e uma medida certa para cada ingrediente. Mas, o determinante ao se cozinhar é o tempero. Normalmente colocamos pouco tempero, a medida certa, para que a comida tenha o gosto bom ao paladar. Acontece que quando erramos a medida do tempero, do sal, a comida não fica boa. Na verdade fica péssimo e poucos comem.

Existem alguns alimentos que marcam a vida das pessoas. No hospital todo mundo reclama da comida sem sabor, assim como nos lembramos daquele prato extremamente salgado que foi feito em nossa casa outro dia.  E todos concordam: É muito ruim comer alimentos sem tempero ou salgados de mais.

Acontece que muitas vezes não percebemos, mas nossa vida é tempero. Cada um de nós é tempero para a vida das outras pessoas, e por isso, recebemos um conselho muito importante de Jesus: “Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros” (v.50). Assim, desta forma simples, Jesus nos dá dois tipos diferentes de “condimentos”: Sal e Paz.

Mas cabe a cada um de nós questionarmos: Quais são os temperos que temos utilizado em nossa vida? Qual a medida que temos colocado? Qual a receita que temos utilizado?

É importante fazermos essa reflexão, afinal de contas, muitas vezes nosso tempero não tem sabor nenhum; Outras vezes estamos extremamente salgados, e sendo assim, não contribuímos em nada com o ‘alimento’ para as pessoas que nos cercam.

            Sim, querido amigo e irmão: Que tipo de tempero você e eu somos? Talvez alguns sejam insípidos! Esse é o alimento que não tem sabor nenhum, é como se não comesse nada. Na vida, é aquela pessoa que não ‘fede nem cheira’. Pra ela tanto faz, não tem importância, e dificilmente ela contribui para a vida das outras pessoas.

sal Contudo, a Bíblia nos fala o que é feito com o sal que perde o sabor: “O sal certamente é bom; caso, porém, se torne insípido, como restaurar-lhe o sabor? Nem presta para a terra, nem mesmo para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Lc 14.34-35).        Coisas descartáveis.

Sim. O ‘sal’, a ‘pessoa’ insípida será jogada fora!

Por isso, novamente a pergunta: Que tipo de tempero você e eu somos? Talvez alguns sejam salgados demais! Esse é o alimento que não desce. Ninguém consegue comer um prato com excesso de sal. Além do mais, alimentar-se com alimentos muito salgados podem acabar trazendo problemas para a saúde como hipertensão arterial, doenças renais, cardiovasculares, entre outras. Sendo assim, como podemos ver, o excesso de sal é ruim para a saúde. E não é diferente se nós somos salgados demais, como tempero, para a vida das outras pessoas. Muitas vezes, por sermos salgados de mais, acabamos prejudicando a vida das outras pessoas.

Somos salgados quando agimos com grosserias, brigamos, somos rabugentos. O alimento salgado não pode ser consumido e é jogado fora. A pessoa ‘salgada’ também será jogada fora.

Viver de modo insípido ou exageradamente salgado é como a história que ouvimos em Números: Apesar de estar constantemente amparado por Deus, apenas sabemos reclamar. Em Números podemos encontrar três aspectos importantes: A reclamação e murmuração; A incapacidade de realizar o próprio trabalho e a presença constante de Deus.

Na verdade, o último aspecto é determinante em nossa vida. Afinal de contas, somente a presença constante de Deus pode fazer de nossa vida um bom tempero, tanto para nós mesmos, como para o próximo. Afinal de contas, é Deus que concede o Maná e as Codornizes, mesmo diante da reclamação; É Deus que concede profetas ou ‘ajudantes’ por um dia, quando você não dá conta do seu próprio trabalho. É Deus que nos levanta quando estamos caídos.

É verdade que muitos parecem estar insípidos ou salgados de mais. Mas nenhum ainda foi jogado fora. E, de modo concreto, Deus não quer jogar ninguém fora, pelo contrário, Ele quer alimentar, ajudar no trabalho, cuidar e estar presente em sua vida o tempo inteiro.

Por isso, ele concede a receita para o bom tempero da vida: O Exemplo dos profetas. Através dos profetas Profeta Eliasrecebemos exemplos de paciência e confiança em Deus. É importante olharmos para os profetas antigos e observar seus exemplos de fé. Pois com eles vamos perceber que apesar de todo sofrimento, Deus está sempre perto e cuida da vida dos seus servos.

O bom Deus esteve ao lado de Moisés que guiou o povo à terra prometida. O bom Deus esteve com seu servo Jó, que é exemplo de paciência para todos nós. Também esteve com Elias que orou e houve seca por três anos e seis meses, orou novamente e voltou a chover. Contudo, quando esteve escondido houve perturbação, reclamação e desespero. Por outro lado, quando invocado, Ele se apresenta com misericórdia e compaixão.

              Por tudo isso, nós somos convidados pelo salmista a dizer à própria alma: “Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! Aleluia!”.

Bendizemos a Deus por fazer com que muitas pessoas ao nosso redor sejam o bom tempero que dá gosto para nossa vida. Assim, também, pedimos a Deus que nos use, a fim de temperarmos a vida das pessoas que nos cercam com o Bom Tempero de Cristo. Por isso, o incentivo: “Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros” (v.50). Sejam o bom tempero para a vida.

Que Deus nos abençoe. Assim seja. Amém.

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